segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Climategate! 25 e 26 de Novembro

(Reformatado 2010-5-1)


Climategate (25 de Novembro de 2009)

(Trazido do blog do SAPO. desculpem lá as cores, e outras coisas que não acertam.)

Como de costume, a nossa amável imprensa quase não noticiou (quanto lhe pagarão para promover o Aquecimento Global Antropogénico Catastrófico? O DN parece estar à frente na propagação deste evangelho).
Mas a Universidade de East Anglia foi penetrada por hackers que tinham um qualquer objectivo em mente (o RealClimate.Org?) até que deram com um filão de ouro: os e-mails dos soit-disants cientistas do Climate Research Unit.
Daí se pode ler que estes senhores aldrabam tudo: dados "processados", gráficos mexidos, pressão sobre pessoas e revistas científicas, tudo em nome da Nova Religião.
Seguem-se desculpas (muito poucas) e muita argumentação esfarrapada. A melhor é que como os e-mails foram obtidos ilegalmente, não valem nada. Como dizia um outro, a ser assim, não tinha havido Watergate e ainda o Nixon estava a fazer uma "Amerika" melhor.
De momento ainda estou às voltas com o que se passou, e a gozar que nem um cão as desculpas. Sendo assim, o melhor que têm a fazer é pôr "Climategate" no Google para saber o que a nossa imprensa não nos vai dizer.
Aqui, um dos sítios que publica muitos dos e-mails: bishophill.squarespace.com/blog/2009/11/20/climate-cuttings-33.html
Um que me está a divertir imenso é um "readme" de um dos programadores, identificado como HARRY_READ_ME.txt, aqui. A conclusão é que ninguém faz a mínima do que são os programas ou os ficheiros que lá têm como modelos climáticos. Como diz um comentador, é com base nesta barafunda que se vai reorganizar a economia mundial ("To base a re-making of the global economy (i.e. cap-and-trade) on disastrously and hopelessly messed up data like this would be insanity").

Primeiro Video Sobre A Burla do Aquecimento Global
Em Inglês, claro... um de várias partes. Eu até faria legendas se conseguisse extrai-lo do YouTube.
Vão ao YouTube e procurem The Great Global Warming Swindle.

Climategate, 26 de Novembro

Generalidades
O Climategate é um escândalo que se segue à divulgação de emails comprometedores e código fonte de programas, não menos comprometedores, obtidos por um hacker na sexta-feira passada (20 Nov 09) a partir dos computadores da Climate Research Unit da Universidade de East Anglia, nos UK.
Esta unidade (CRU) mantém a maior base de dados climática do mundo, na qual se baseiam os modelos e conclusões do Intergovernamental Panel on Climate Change (IPCC) da ONU. Estes, por sua vez, espalham e gerem a fraude internacional do aquecimento global.
A próxima Cimeira de Copenhaga, a 7 de Dezembro, vai lançar impostos para retribuições a países subdesenvolvidos, enquanto indemnizações pelo aquecimento global; e reforçar o sistema de quotas de carbono, dificultando o crescimento económico e a industrialização em todo o mundo. Substancialmente, arranjar uma solução para um problema que não existe, solução essa que vai gerar o segundo negócio especulativo que vai movimentar mais dinheiro (biliões de dólares anualmente), logo a seguir ao negócio do petróleo.


Nenhum desses emails e programas foram alguma vez denunciados como não sendo autênticos.
O Climategate não é uma história de hacking; é a revelação de uma vasta atitude de ciência feita por medida e de fraude científica, na qual se vai basear a reeestruturação da economia mundial. Como disse um comentador, frente a isto, o Madoff é um anjinho.
Apesar de estar a ser (relutantemente) coberto nos EUA e UK, a imprensa portuguesa não diz nada sobre o assunto.
Vamos ver umas coisas essenciais, que também podem ser lidas aqui em Inglês.

Manipulação de dados
Neste email de 1999 o Prof Phil Jones, director do CRU, escreve ao Michael Mann (o tal do stick de hóquei) a dizer que acabou de usar o truque dele (do Michael) para esconder o declínio ("hide the decline") das temperaturas nos anos recentes.
A expressão odiosa para a deturpação de dados, "hide the decline", já tem honras de video e de t-shirt.
Lembramo-nos que o Mann conseguiu um programa de tratamento de temperaturas tal que, fosse o que fosse que lá se metesse, saía sempre um stick de hóquei. Para melhor nos lembramos, aqui abaixo uma comparação do tratamento de dados feito por Mann, em cima, e a realidade, em baixo:


Em 2003, este nosso conhecido manipulador mestre Michael Mann anunciava neste email que seria bom poder conter o Período Quente Medieval -- estão a ver, ali em cima, aquele aquecimento com o máximo no século XIII? -- quando as temperaturas foram substancialmente mais altas que agora, e daí resultou muita riqueza na Europa.
Briffa escreve a Mann (aqui) a dizer-lhe que sempre tentou equilibrar as necessidades do IPCC com a ciência, necessidades essas que, diz ele, não são sempre coincidentes.

Há mais exemplos de manipulação. São milhares de e-mails.

Subversão do sistema de revisão e publicação de artigos
Isto é muito interessante, uma vez que sugere o que toda a gente suspeita (ou sabe): que o processo de revisão de artigos para publicação em revistas científicas não é honesto.
Estes rapazes da Universidade de East Anglia discutiram por mais de uma vez entre eles a forma de subverter o processo de selecção para publicação a favor deles e por forma a serem suprimidos os artigos científicos com opiniões contrárias.
Em 2003, Tom Wigley of the University Corporation for Atmospheric Research queixou-se a eles que o paleoclimatologista Hans von Storch andava a publicar ciẽncia de rebotalho para estimular o debate, e que se deviam ver livres dele enquanto editor da revista Climate Research (email aqui ). De facto, o homem desistiu do cargo, o que mostra que estes rapazes até são bons nisto de exercer pressão.
Em 2005, o nosso habitual trafulha Michael Mann aponta haver um problema fundamental com o Geophysical Research Letters da American Geophysical Union, que andava a "publicar demasiados artigos contrários gravemente errados no último ano, mais ou menos, e que seria melhor dar uma volta a isso agora como possível. ... Não têm descupla possível para publicar 3 artigos do Douglass e o artigo de Soon.
O Tom Wigley responde que se poderia ir pelos canais oficiais para por na rua o director do Geophysical Research Letters (email aqui). Meses depois, o homem estava na rua, e o inefável Mann comenta (email aqui): "A brecha no GRL deve estar reparada agora com uma nova chefia editorial por lá", mas lamenta que os opositores do aquecimento global ainda conseguem publicar na Climate Research e na Energy and Environment.
Tendo despachado a Climate Research e a Geophysical Research Letters, o alvo mais recente da fúria destes rapazes é a Weather, da Royal Meteorological Society. Neste email de Março de 2009, o Prof Phil Jones diz que está de candeias às avessas com o novo editor da Weather. Queixou-se dele ao Director Executivo da RMS e diz que, se não conseguir tirá-lo do lugar, não envia mais artigos para nenhuma revista da RMS e demite-se dela.
Isto é importante não só porque subverte completamente o processo de publicação científica e a forma de fazer ciência, mas também porque a crítica dos defensores do aquecimento global é que os seus oponentes nunca publicam em revistas científicas "legítimas". Legítimas são, estamos a ver, as controladas pelos fabricantes do aquecimento global.
Por outro lado, os opositores do aquecimento global há anos que se queixam de não poderem publicar artigos nem aparecer em congressos, e agora sabemos porquê.

Supressão de dados
Esta é mais uma das que bradam aos céus. Estes rapazes recusam-se a apresentar os dados a outros cientistas para que sejam revistos independentemente. Mas há pior ainda: esses dados devem ser apresentados, segunda a legislação britanica, pelo Freedom of Information Act (FoIA). Não o fazer dá multa.
O admirável Prof Phil Jones pede que sejam apagados todos os e-mails àcerca de um dado assunto, neste email ao inefável Mann, em fins de Maio. Esse material, que foi foi usado no último relatório do IPCC, tinha sido solicitado formalmente por um certo David Holland a 5 de Maio de 2008.
Confrontado com o FoIA, Phil Jones adopta a estratégia de dizer aos requerentes que os materiais que pedem estão protegidos por acordos com terceiros e não podem ser divulgados (email).
Noutro email, Jones diz que as organizações climáticas estão a adoptar uma táctica conjunta para se esquivarem a apresentarem os seus dados ao abrigo do FoIA, e isto aconselhadas pelo Comissário para a Liberdade da Informação!
Ainda noutro email, Jones diz que se McIntyre pedir os dados das estações meteorológicas ao abrigo da FoIA, prefere apagar os dados a entregá-los, e que mesmo assim se irá proteger com leis de protecção de dados. Diz que Rutherford fez asneira da gorda ao criar uma pasta de ftp para Osborn, e que Wigley está preocupado se tem de mostrar o código dos programas do modelo climático.
Podem ler o PDF que se puxa daqui.
Isto é uma associação para contornar o FoIA.

Bancos de dados na desgraça
Existe um ficheiro extenso, HARRY_READ_ME.txt, que descreve as agruras de um programador no CRU a tentar encontrar e recuperar bases de dados, ajustar resultados ao esperado, à procura de estações meteorológicas que não existem, etc... Podemos ler aqui parte do desespero do homem:

  • Isto torna a contagem de estações completamente sem significado

  • Não podemos dizer exactamente como é que, sob o ponto de vista estatístico, chegámos aos dados em rede

  • É demasiado tarde para eu arranjar isto também

  • O resto das bases de dados parece estar em quase tão mau estado como a Austrália

  • Há centenas, senão milhares de estações que não existem

  • Conseguimos um resultado bom, mas só se incluirmos um monte de lixo

  • Muitos dos códigos WMO das estações canadianas não devolvem nenhum resultado numa pesquisa na web

  • Pergunto-me se estas não estarão desactivadas há muito, ou se foram inventadas
Há mais, tais como "factores de correcção" (fudge factors) no código dos programas e substituição de uma série de dados por outra a meio do proccessamento para ficar melhor:


Fudge factor significa factor fabricado, sem sentido, disparate.
Ainda mais e melhor aqui.
Como dizia um comentador, basear a reestruturação da economia mundial nisto é de tontos.

Escamoteamento da notícia
Uma pesquisa por Climategate no Sapo dá nada -- só páginas em Inglês. E os nossos media não falam desta burla científica gigantesca, que vai alterar a nossa vida para sempre.

Porque é que o Aquecimento Global é tão bom?
Ora, porquê?
O aquecimento global, estou gago de dizer, é um negócio de biliões (milhões de milhões) em que a alta finança está muito interessada. Os media são controlados pela alta finança ou pelo estado. O estado, nas trágicas circumstâncias totalitárias em que estamos, faz as vontades à alta finança.
O medo ajuda imenso um governo a fazer passar leis impopulares sem muita oposição. O medo da gripe das aves, do terrorismo, da gripe suína, da doença das vacas loucas, devidamente propalado pelos media (os netos do dr. Goebbels, como diz um comentador) faz com que a produção de leis de tipo autoitário e extorsor tenham menos oposição -- quem é que quer ser apontado como um amigo do Bin Laden ou de não ligar à "ameaça" da gripe das aves?
Os media, já de si controlados pela alta finança e pelo poder, vivem do medo e ficam satisfeitíssimos por pode propagar mais um que nos preocupe e nos obrigue a saber mais sobre ele.
Havendo negócio à vista, não há ciência que resista. A ciência deixa de interessar frente aos lucros.
Os estados vão limitar-se a espremer-nos nas contas de tudo o que seja energia, para comprar e vender quotas de carbono, pagando uma percentagem à alta finança.
Nós? Pagamos. Estamos aqui para ser espremidos e estar calados.


Por isso, dizer que o aquecimento global é um conto do vigário não é coisa que se escreva nos jornais.

Demitem-se cinco deputados australianos
Demitiram-se cinco deputados australianos, para não terem de votar (em obediência partidária ?) na nova legislação sobre as quoats de carbono. Também o Senate whip (agente responsável pela conformidade dos procedimentos) se demitiu pela mesma razão.

Negócio
Para quem ainda não acha que o aquecimento global é um negócio, veja aqui.

Climategate: A revisão de artigos para publicação morreu
Uma das consequências do Climategate é a morte completa e final do sistema de revisão de artigos para publicação em revistas científicas e o descrédito da ciẽncia actual, que produz resultados por medida e a pedido (aqui).
Dizia-me, há décadas, um "science boss": o bom estatístico deve ser como o bom alfaiate e talhar o fato à medida.
Os "cientistas" activistas do aquecimento global marcharam sobre as direcções das revistas e tomaram conta delas: Scientific American, New Scientist, Nature, Science, etc.
E ou se é da mesma opinião, ou não se é publicado. E o director que permite uma voz contrária é posto na rua.
Quase tão mau como a burla de biliões de dólares, a nível mundial, trazida pelo aquecimento global, é o descrédito completo, a ruína do sistema de peer-reviewing.


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