sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Climategate 4 a 7 de Dezembro

(Reformatado a 2010-5-1)

(Este texto foi copiado do meu blog no Sapo. Desculpem as cores e tudo o resto que não funciona.)


Já foi mais quente...
(Clicar para ver gráfico inteiro.) 

Este é o registo de temperaturas dos últimos 2000 anos. Não foi feita com termómetros! Os Romanos não tinham termómetros.


Agora vejam, 500 a 1500: mais quente que agora. Não havia uso de petróleo. O aumento do CO2, de uma forma significativa, só começou em 1945.

Nessa altura os Viquingues colonizaram a Groenlândia. As sepulturas e artefactos dos Viquingues estão, hoje, debaixo do gelo permanente (permafrost).

Lamentavelmente não encontro um gráfico que inclua o Holoceno -- que dizem era 2 a 2,4 graus mais quente que actualmente, na pré-história.

Faz sentido com o AGAC? Não faz. Foi isto que foi suprimido por Mann e a Equipa no Stick de Hóquei.


Sobe e desce
(Clicar para ver gráfico inteiro.)

Há uma coisa que convém que nos lembremos: o tempo muda.

A janela mostra os dados de temperatura feitos com termómetros. A linha rosa que sobe muito, muito, é o delírio proposto pelo IPCC. A linha preta é a tendência dos dados observados. A linha oscilante é uma projecção dos dados observados tendo em conta a tendência e a oscilação multi-decádica, uma oscilação com um período de cerca de 30 anos que se observa na janela dos dados.

A temperatura actual está indicada pela seta verde. Está nessa linha. Ponto final.

A temperatura vai descer, depois volta a subir até 2050. Mas nada disto tem a ver com CO2.


Climategate para 4 de Dezembro


CRU não é independente do NASA GISS 

Um climatologista da U do Colorado lembra que o CRU e o NASA GISS não são independentes um do outro. De facto, têm trabalhado em conjunto ao longo dos anos e partilham conjuntos de dados. 


Vingança pessoal, diz Mann 
Michael Mann diz que o climategate é um ataque pessoal aos cientistas do aquecimento. 

“Acho infeliz que alguns cientistas por aí andem a usar esta situação para acertar contas pessoais, para fazer uma vendetta.” “Não é uma coincidência … que isto aconteça nas semanas que antecedem a cineira de Copenhaga. Tiraram as palavras e frases dos cientistas do contexto e apresetanram de forma errada tudo o que disseram.” “O meu interesse agora é ter a certeza que esta controvérsia fabricada não distraia os políticos.”


12 dias sem falar no Climategate

 Aqui. Nenhuma programação de notícias da ABC, CBS e NBC se refere ao climategate desde 20 de Novembro. Outros media, como o The New York Times, Washington Post, CNN e Associated Press acharam que era de reportar, mas também acharam que os acidentes de automóvel das celebridades e uma baleia que comeu um tubarão interessam mais ao público, e deixam a notícia a correr apenas nos websites.


Uma grande conta

 De acordo com uma estimativa da International Energy Agency o custo total de lidar com o AGAC será de 45 biliões (milhões de milhões), 2/3 da economia mundial. Esse custo irá ser integralmente suportado pelo utilizador final – nós, e lançará o mundo em mais uma depressão. É a maior conta alguma vez apresentada à humanidade. 


Ártico sem gelo em 2013 

A 12 Dez 2007, a BBC anunciou uma predição de um modelo que indica que o Ártico fica sem nenhum gelo em 2013. Vamos esperar para ver. Abaixo, a extensão do gelo do ártico nos últimos anos: sente-se preocupado?
(Clicar para ver gráfico inteiro.) 

Também houve uma previsão que o Ártico estaria derretido em Julho de 2008. Vamos outra vez esperar para ver, já que parece que estas previsões não são nada de grave.


Sabotadores! 

Ed Milliband, um figurão político inglês, diz que aqueles que contestam a visão consensual sobre AGAC são irreponsáveis e perigosos. “A ciência é clara e está assente”, “Uma cadeia de e-mails não desfaz o consenso vastamente fundamentado e relativamente universal.” 

Passatempo: quantos chavões? Uma expressão curiosa: relativamente universal. Isto quer dizer o quê? Relativamente universal é como relativamente virgem. Então há quem discorde, e numa hipótese científica (se é que de científico o AGAC tem seja o que for), enquanto houver quem tiver provas em contrário, nada está assente. 

Ed Milliband é um político. O discurso político e o discurso científico são diferentes, e nenhum político vai entender-se com um cientista. Excepto na UEA, no GISS da NASA e sítios desses.


Gore, o BA em Administração de Harvard, continua a asniar em ciência

Recentemente, na TV, o Gore discutia também energia geotérmica e disse que o interior da terra está a vários milhões de graus. (Aqui.) O homem só pensa em milhões desde que entrou nas quotas de carbono. O interior da terra está entre 5000 e 9000 graus. Se fosse a Sarah Palin a dizer o que ele disse, chamavam-lhe burra. 

A propósito de hipocrisia, Gore, além de ter comprado um lindo apartamento à beira-mar, consome vinte vezes mais energia que o americano médio, sem contar com o consumo do jacto privado. Em dez anos, a fortuna pessoal de Gore aumentou de 2 milhões para 100 milhões de dólares. Gore já tem um pé na futura Elite do Carbono, paga por nós.


ONU investiga 

O IPCC da ONU vai investigar se os “cientistas” dos UK andaram a retorcer dados para dar importância à ideia de que o [hipotético] aquecimento seja antropogénico. Não me parece difícil, basta ler os próprios Assessment Reports do IPCC, já lá está muita coisa dessa. “Com certeza que iremos ver tudo e depois tomamos uma posição a este respeito. Tenham a certeza que não queremos enfiar o lixo debaixo do tapete. Este assunto é sério e vamos investigar detalhadamente”, diz o fantástico economista engenheiro ferroviário Pachauri, director do IPCC.

Como diz um comentador, é como ter a minha mãezinha a fazer-me os meus relatórios de auditoria do meu trabalho.


NASA eventualmente em tribunal 

Um proeminente investigador climático, Christopher Homer, Senior Fellow do Competitive Enterprise Institute, tenciona processar a NASA por reter informação sobre “alterações climáticas” usada para estabelecer legislação ambiental. A NASA ainda não deu cumprimento a um pedido ao abrigo da Lei de Liberdade de Informação feito em 2007. Homer receia que as mesmas alterações de dados que são relatadas no climategate tenham ocorrido na NASA.


Opinião dos americanos sobre AGC continua a cair (Rasmussen Reports)

52% dos americanos acredita que há desacordo significativo na comunidade científica sobre o AGAC. 

Apenas 25% acreditam no chavão do consenso, 23% não sabem. 59% dizem haver pelo menos a possibilidade de alguns cientistas terem falsificado dados para apoiar o AGAC; 35% dizem que é muito provável que isso tenha acontecido, 26% que não é provável.

Isto não parece ser resultado de uma ccampanha negra de desinformação: só 20% dizem ter seguido noticias sobre o climategate com muita atenção, 29% com alguma atenção. Só 22% acham que a ONU é uma fonte fiável de informação sobre AGAC. 49% acham que não, 29% não sabem. 

46% acham que o AGAC é um problema importante, 36 discordam e 18% estão indecisos. 15% acham que os USA se devem concentrar em parar o AGAC, e 71% acham que era mesmo muito mais giro estimular a economia para criar postos de trabalho em vez disso. 


American Physical Society declara que não há consenso  
Há uma presença considerável, na comunidade científica, de pessoas que não concordam com a conclusão do IPCC que as emissões antropogénicas de CO2 são, muito provavelmente, a causa para o AG que tem ocorrido desde a Revolução Industrial.” 




Al Gore cancelou a conferência prevista para 16 de Dezembro em Copenhaga. Esta estava prevista desde Agosto e já tinha 3000 bilhetes vendidos. Al Gore refere a sua agenda já preenchida.


A TIME em plena negação 

A TIME papagueia acriticamente a defesa fabricada para um dos mais graves emails do climategate, o do truque para esconder a descida.


Destak: Isabel Stillwell em plena negação 

Diz no Destak Isabel Stilwell, escritora que se suspeita possa nem ter o sétimo ano antigo, logo está especialmente credenciada sobre AGAC: 

Que o clima já está a mudar, ninguém tem dúvidas. As previsões estão feitas e as consequências estimadas, com um alto grau de certeza, ou seja, que em 2100 a temperatura terá aumentado 4ºC ou mais, o nível do mar subido entre 28 e 43 cm, que as ondas de calor e as tempestades tropicais serão mais intensas.”

Etc., etc., etc., os chavões todos. Discurso político, não científico. Irrelevante. Coisas para Associações de Estudantes e RGAs.


Nature em plena negação

Nada nos emails prejudica a ideia que o fundamento científico do aquecimento global é autêntico, ou que a actividade humana é quase certamente a sua causa”. (Nature) 

Prejudica, sim. É irónico que seja a Nature a escrever isto, porque é a revista onde tudo isto começou.

Para compreender isto voltemos aos anos noventa. Havia imensa actividade na altura sobre AG, tal como hoje, mas o “consenso” ainda não existia. Isso porque os cientistas favoráveis ao AGAC se baseavam em simulações de computador. Os cépticos apontavam que as simulações respondem ao que os modeladores assumem, e que não havia provas autênticas [dados] de que a Terra estava a aquecer em resultado da actividade humana.

Em 1998, a Nature apresentou a “prova”, sob a forma do artigo de Michael Mann, R. S. Bradley e M. K. Hughes que, usando dados de anéis de árvores e dados instrumentais recentes pretendia demonstrar que, por altura de 1910, as temperaturas globais começaram a subir após séculos de estabilidade ou descida.

A explicação dada para esta mudança de tendência era o grande aumento de gases de estufa emitidos pela actividade humana. O Stick de Hóquei. Que foi para o Assessment Report de 2001 do IPCC da ONU.

McKitrick e McIntyre escreveram uma carta à Nature a apontar os erros no artigo de Mann. Depois de oito meses sem resposta, os editores da revista informaram-nos que a carta não seria publicada.


Climategate para 7 de Dezembro


Cartazes 


Um último recurso para apelar ao que possa restar de consciência nos media.  


Peça introdutória de jornalismo 

“Que não se volte a dizer que a ciência está assente.” 


Michael Mann empurra Phil Jones 

Enquanto começa a investigação sobre Mann, já conhecida como processo descarado de branqueamento (e na UEA pasa-se o mesmo branqueamento), Mann, pelo sim pelo não, quase que diz que nem conhece esse Phil Jones.  


Sarah Palin pede a Obama que esqueça Copenhaga 

Sarah Palin pede a Obama que boicote Copenhaga devido ao climategate.  


Visão em túnel 

A Visão da semana pasada publicou um artigo descaradamente unilateral favorável à hipótese do AGAC, com todos os chavões do costume. A caixa sobre o climategate é especialmente dogmática.  


Considerações 
Considerações sortidas acerca da "ciência do clima" e do climategate.  


Senadores avisam Obama 
Que não pode comprometer-se em Copenhaga, porque isso só ao Congresso diz respeito. 

O meteorologista enganado  

"Continuavam a acreditar no mesmo meteorologista se ele desse onze previsões erradas seguidas, e depois tentasse vender-vos as previsões a longo prazo? 

"O problema é que a fonte destas previsões erráticas e interpretações erradas é um grupo de cientistas parciais. que trabalham com os líderes de grupos que têm as mesmas ideias [políticas]. A ideia é ter uma influência significativa nas políticas governamentais através da regulação do dióxido de carbono. Os elementos chave para o sucesso são os dados manipulados e a propaganda 

"A principal ligação legítima envolvendo o CO2 é com as plantas. Sabemos que o aumento do CO2 aumenta o crescimento das plantas e a produção agrícola. O CO2 é essencial a todas as formas de vida na Terra." 

Carbono é vida. Um imposto sobre o carbono é um imposto sobre a vida. 

Também os Ingleses não concordam sobre aquecimento 

À pergunta se concordavam com a conclusão do IPCC que os seres humanos são os principais responsáveis pela actual subida da temperatura: 

* 52 % concordam 
* 39 % dizem que ainda não se provou essa ligação 
* 7% dizem que não existe aquecimento 

Menos de 23 % acham que o aquecimento global seja o problema mais grave encarado pela humanidade, ponto de vista endossado pela maioria dos governos. Uma maioria clara, 58 %, diz que se trata apenas de um entre muitos problema, e 17 % acham que foi exagerado e que não é um problema grave. 

Apesar da pressão para reduzir as emissões de CO2 em Copenhaga, avalia-se que haverá cerca de 1200 limusines na cidade esta semana, e esperam-se 140 jactos privados.  


Mais um climatologista contra a Equipa  
Mais um climatologista assediado pela Equipa de Hóquei vem dizer umas coisas. "O que mais temo é um governo que vá aceitar soluções planeadas centralmente". 

Copenhagen Diagnosis: Dados HADCRUT no lixo 

O Diagnóstico de Copenhaga [DC], um estudo de um ano a ser revelado [assim de repente e sem revisão pública] nos encontros de "mudanças climáticas" que começam hoje, foi concebido para dramatizar o quão pouco tempo temos para "salvar o planeta" de um clima catastrófico. 

Mas o DC, agendado como uma actualização ao último relatório do IPCC da ONU, tem um problema de credibilidade. O gangue do Climategate -- a mesma equipa agora desacreditada pelos emails que emergiram e mostram uma conspiração para falsificar as "contas" -- tem dúzias de membros seus na produção do DC. 

Mais: o DC baseia-se em dados do Centro Hadley do UK Met Office e do CRU da U de East Anglia, dois organismos que podem agora precisar de por os seus dados de lado e começar d o princípio. Os dados suspeitos, conhecidos como HADCRUT, são um conjunto de dados aglomerados que incluem temperaturas do mar do Hadley Center e temperaturas de terra da CRU. 

Como os dados do CRU são suspeitíssimos para a generalidade das pessoas, o Met Office anunciou uma investigação de três anos para voltar a examinar 160 anos de dados de temperatura. Isto mostra que o Hadley Center acha que os dados sobre os quais o mundo se tem apoiado são suspeitos, e isto contra as objecções do governo dos UK, que receia ter de esperar até 2012 para ter dados mais credíveis. 

A ciência não está assente.  


Copenhaga: sem consequências depois de Singapura 

"Inicialmente, Copenhaga tinha como objectivo criar um acordo vinculativo que estabelecesse novas restrições de emissões a partir de 2012, após a extinção do Protocolo de Quioto. A 15 de Novembro, os governantes reunidos em Singapura assumiram que não haveria tempo para assinar um pacto em Copenhaga e limitaram a meta da cimeira a um mero 'acordo político' sem consequências legais."  


Um “cientista do clima” intimida um jornalista

"Steven Hayward, do American Enterprise Institute e do Ashbrook Center for Public Affairs, recebeu uma cópia de emails do “cientista do clima” Michael Schlesinger, da U do Illinois, ao jornalista Andrew Revkin do NY Times. O escritor do email, Schlesinger, castiga Revkin por incluir uma referência às "prostitutas de Copenhaga" [que oferecem descontos aos conferencistas] no seu blog, e por ter dado espaço a Roger Pielke Senior, um perito que questiona o aquecimento global. (http://nlt.ashbrook.org/2009/12/climate-scientist-to-revkin-we-can-lo-longer-trust-you-to-carry-water-for-us.php)" 

"Envergonhe-se deste jornalismo de sargeta. É a segunda vez nesta semana que lhe escrevo a este respeito, a primeira por você ter dado espaço aos Pielke no seu blog." 

"O sentimento que tenho recebido daqui, dali e de todo o lado é que a sua reportagem é muito preocupante para a maioria dos cientistas do clima.... Sinto que você está à beira de experienciar o Grande Corte com aqueles de nós que achamos que não podemos mais confiar em si, o que me inclui. ... O que está você a fazer, e porquê?"  

"A tirada de Schlesinger a Revkin é consistente com o hábito de suprimir dados climáticos inconvenientes e suprimir editores que não colaboram com "a linha", o que foi mostrado nos emails. "Mesmo duas semanas depois de terem sido expostos no Climategate, os falsos profetas do evangelho do aquecimento global continuam a tentar viciar o jogo."

 

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