domingo, 27 de dezembro de 2009

Climategate e outras coisas para 17 e 18 de Dezembro

(Reformatado em 2010-05-01)
(Este post foi copiado do meu blog no Sapo. Desculpem tudo o que não funciona.)


Climategate para 17 de Dezembro


China e Terceiro Mundo em revolta
O primeiro-ministro dinamarquês assumiu a presidência das negociações da cimeira.
Foi imediatamente confrontado com intervenções concertadas dirigidas pelo vice-ministro chinês dos estrangeiros, He Yafei.
Os países em desenvolvimento acusaram Rasmussen de tentar impor um acordo. Também temem que esteja a tentar negociar todo um novo tratado que substitua o de Quioto, segundo o qual apenas os países desenvolvidos necessitam de reduzir as suas emissões de carbono.
Com grande aplauso, o Sr. He disse: “Não pode, pura e simplesmente, atirar para a frente um texto qualquer caído do céu.


Jornal de Negócios: Entrevista com João Corte-Real
O Jornal de Negócios continua na frente na discussão cépticos-crentes. Duas entrevistas, uma com João Corte-Real, meteorologista, professor catedrático da Universidade de Évora, e outra com Carlos Câmara, professor associado da Universidade de Lisboa, investigador e antigo vice-presidente do Instituto de Meteorologia, cada um com a sua posição.


Mais uma do Jornal de Negócios
Resumo das duas posições. A favor: parece que leram o AR da IPPC de 2007.
Curiosamente, ninguém parece dizer que o CO2 não pode ser uma causa, mas quando muito um efeito da subida de temperatura, como se conclui da análise do gelo da estação Vostok e das medições recentes.


Continuando a desancar o Gore
O homem que cobra 1200 dólares por cada aperto de mão.


CFACT coloca cartazes no Rainbow Warrior
A organização Commitee For a Constructive Tomorrow decidiu dar ao Rainbow Warrior e ao Arctic Sunrise um bocado do remédio ambientalista, e perseguiu-o com um zebro com um cartaz “Propaganda Warrior”. Também o abordou e colocou um cartaz no próprio navio.
O gozo que isto me dá é incrível. Esta gentinha precisa de levar com alguma retribuição.


Os Russos dizem que houve selecção de dados
Dizem os Russos que das mais de 40% das estações russas não foram usadas pelos estudos do CRU.
Os dados das estações localizadas nas áreas não incluídas no estudo do CRU não mostram, regra geral, nenhum aquecimento substancial no fim do séc. XX e início do séc. XXI.
Os climatologistas usaram os dados de estações em grandes centros populacionais, influenciadas pelo efeito de ilha urbana, com mais frequência que os dados correctos de estações remotas.”
A escala de aquecimento global foi exagerada devido a distorções da temperatura para a Rússia, que tem 12,5% da área continental do globo. [É] necessário recalcular todos os dados globais de temperatura por forma a avaliar a dimensão deste exagero.”
Outro comentador diz:
Ignoraram 40% da Rússia e escolheram dados que mostravam uma tendência de aquecimento em vez de alternativas estatisticamente preferíveis, em as havendo. Ignoraram a completude dos dados, preferiram dados urbanos, preferiram fortemente estações que foram movidas, ignoraram a dimensão dos conjuntos de dados.
Na página final há um gráfico que mostra que o uso selectivo, pelo CRU, de 25% dos dados criou 0,64 ºC mais aquecimento do que o usar todos os dados directamente medidos que estavam disponíveis. O conjunto completo da dados mostra um aquecimento de 1,4 ºC desde 1860, o conjunto do CRU mostra 2,06 ºC desde a mesma altura.


Outro professor universitário que subscreve a teoria da conspiração
William Gray, prof reformado de ciências atmosféricas na CSU, e director do projecto de meteorologia tropical, diz, entre outras coisas, que “tem havido uma incessante campanha de doutrinação unilateral, ao longo de um quarto de século, pelos media e por diversos cientistas e governos, no que diz respeito ao um aquecimento global catastrófico induzido pelo dióxido de carbono.
Diz ainda que talvez pudesse estar preocupado com a possibilidade de a humanidade causar qualquer degradação importante do clima, não fosse ter tido uma carreira de mais de meio século a estudar e prever meteorologia e clima.


Ban Ki-moon: A paranóia em prática
Ban Ki-Moon disse ao Los Angeles Times: “iremos estabelecer uma estrutura de autoridade (governance) para monitorizar e gerir” limites das emissões.
Em Outubro já o tinha dito num editorial do New York Times: "os esforços para a restrição das emissões de CO2 devem incluir uma estrutura de autoridade (governance) mundial equitativa."
O novo presidente da UE, Herman van Rompuy, disse que a conferência de Copenhaga era “o primeiro passo para a gestão global do nosso planeta”.
Traduzi “governance” como autoridade, para não parecer tão mau. Mas aparentemente os anglo-saxónicos tomam-na na acepção de governo. O rascunho de Copenhaga usa a palavra “government” sem pejos.


O próximo problema da ONU: Emissões de carbono pela população mundial
Não tenho palavras. Podem ler o folheto da ONU aqui. Há mais sobre isto, nomeadamente um livro (difícil de encontrar!) do fantástico conselheiro científico neo-maltusiano de Obama, James Holdren, Ecoscience.


Pachaurismo
Monckton desmancha muitas afirmações do discurso de Rajendra Pachauri em Copenhaga.


O aquecimento produz dissipação térmica para o espaço – contrariamente ao adivinhado pelos modelos
[Todos os modelos climáticos usam] feed back positivo. Isso significa que aumentos na temperatura de superfície se acompanham de reduções de radiação para o espaço, logo aumentando o aquecimento de estufa. […] As observações do satélite ERBE permitem-nos determinar se tal radiação acompanha, de facto, um aumento de temperatura de superfície na natureza. O que acontece é que os dados de satélite da instrumentação ERBE (Barkstrom, 1984, Wong et al, 2006) mostram que o feedback, na natureza, é fortemente negativo, reduzindo fortemente o efeito do CO2 em profundo contraste com o comportamento dos modelos (Lindzen and Choi, 2009).


[…] O comportamento observado para os fluxos de radiação implicam processos de feedback negativo associados a uma sensibilidade climática relativamente baixa. Este comportamento [da realidade] é o oposto ao comportamento de onze modelos atmosféricos forçados pelos mesmos SSTs.



Climategate para 18 de Dezembro



É consensual que a água ferve a 50 graus
Adorava que o consenso, em ciência, funcionasse a sério. Podíamos resolver os nossos problemas energéticos de uma penada, bastava votarmos num consenso em como a água ferve a cinquenta graus (1) e passávamos a ter imensa energia de sobra.
[E] quanto a fundos, quem é mais suspeito? Um cientista que recebe um pequeno subsídio da Shell (2), no meio dos outros subsídios de muitos outros tipos de companhias? Ou um 'cientista' cuja vida inteira, incluindo os lugares de primeira classe nos aviões, o BMW […], e a enorme mansão, vem de instituições cuja única missão é provar que o aquecimento global antropogénico é uma verdade?
(1) Em 1897, o estado do Indiana aprovou por unanimidade legislação oferecendo três valores de pi diferentes, à escolha: 3,2, 4 e 3,23.
(2) Segundo os e-mails do climategate, os 'cientistas' do CRU tinham imensos negócios com a Shell. Para ver em contexto, vá ao site dos emails e introduza Shell na caixa de pesquisa.


Pachauri tem interesses no AGAC
Pachauri, engenheiro ferroviário presidente do IPCC da ONU, milionário, é presidente do ADB (Asian Development Bank) Advisory Group on Climate Change.
Um membro interessante desse grupo do ADB é o Dr Klaus Toepfer, antigo director executivo do UNEP (United Nations Environment Program). Foi o UNEP […] que criou o IPCC, que agora ter por presidente em part-time o empresário e milionário Rajendra K. Pachauri.
Outro membro é o Prof Hironori Hamanaka, Presidente do Coonselho Directivo do IGES ( Institute of Global Environmental Strategies) […] que trabalha muito de perto com o TERI [previamente conhecido como Tata Energy Research Institute] e cujo director-geral é o empresário e milionário Rajendra K. Pachauri.
Ainda outro membro desse grupo é Huguette Labelle, também membro da UN Global Compact Organisation.
Ainda mais um é o Prof Jeffrey D. Sachs, director do Earth Institute na Columbia University; instituto que criou o Climate-Risk Center, convidando o empresário e milionário Rajendra K. Pachauri para seu primeiro presidente do Conselho de Administração.”
No ano passado […] a compra e venda de direitos de emissão de CO2 valia, mundialmente, 120 milhares de milhão (120 x 109 USD). Este mercado, que agora enriquece muitos dos nossos institutos financeiros de ponta (para não mencionar o Al Gore), está a crescer tão depressa que dentro de poucos anos se prevê que valerá biliões, tornando o carbono o bem mais valioso do mundo.
Esqueçam as grandes petrolíferas. O novo poder mundial está nas Grandes Carbónicas. É verdadeiramente um milagre contemporâneo como conseguiram transformar o dióxido de carbono, um gás do qual depende toda a vida na terra, num 'poluente' mais valioso que diamantes, quanto mais petróleo.”
Mais (nem traduzo):
  • Dr. Rajendra Kumar Pachauri is a Strategic Advisor at Pegasus Capital Advisors, L.P.
  • He has been a Director-General of The Energy Research Institute (TERI) since April 2001.
  • Dr. Pachauri has been Head of Tata Energy Research Institute, New Delhi (now known as The Energy and Resources Institute, TERI) since April 2001.
  • He has been the President of the Asian Energy Institute since 1992. Dr.
  • Dr. Pachauri has been an Independent Director of Oil and Natural Gas Corp. Ltd., since June 26, 2006.
  • Dr. Pachauri serves as Director of GloriOil Limited.
  • Dr. Pachauri serves as a Member of the International Advisory Board of Toyota Motors.
  • He serves as a Member of Climate Change Advisory Board of Deutsche Bank AG.
  • He served as an Independent Director of NTPC Ltd. (National Thermal Power Corp.), from January 30, 2006 to January 2009.
  • Dr. Pachauri served as a Director of the Indian Oil Corporation Limited until August 28, 2003.
  • He served as non-official Part-time Director of NTPC Ltd., from August 2002 to August 2005.
  • Dr. Pachauri served as a Director of Gail India Ltd. from August 18, 2003 to October 26, 2004.
Há mais.


Como fabricar um “consenso”
Como é que a Equipa de Hóquei manipula as revistas científicas.


Quioto salvo, e é o que interessava
Isto não tem nada a ver com os milhares de milhões do cabeçalho. Ná, a coisa é que o protocolo de Quioto está salvo – e era essa a questão. Isso salvaguarda o mercado do carbono e abre o caminho para expandi-lo para os dois biliões
2.000.000.000.000 USD
"em 2020. Frente a isso, até cem mil milhões é só trocos. Compram-se países inteiros com esse dinheiro.
Quanto a salvar o planeta, bem, também ninguém acredita nessas idiotices dos verdes... excepto os verdes, que também não interessam. Sobejou imenso gás pimenta e não há falta de espaços de detenção temporários. Agora que os homens do dinheiro têm o que vieram buscar, o resto é cenário.”


Última Hora! Aquecimento global é causado pelo preço dos selos nos Estados Unidos!
Preço da franquia nos EEUU é uma melhor explicação para a subida de temperatura que o CO2!


Vários países, como Tuvalu, preferem agir já e baixar os preços da franquia em 40%, a título de precaução: O custo de não baixar é muito superior à perda de rendimentos dos Correios. Esperam compensações económicas dos países com sistemas postais desenvolvidos e que não estejam a usar pombos correios até 2050.
Alguns cépticos dizem que é possível relacionar dois conjuntos de dados quaisquer que tenham a mesma tendência, e que de qualquer modo o existir correlação não implica que exista causalidade.
James Holdren e outros referem que se trata apenas de uma minoria doente que delira com teorias da conspiração. "A ciência está assente e há um vasto consenso de cientistas que afirmam o mesmo. Não agir imediatamente é criminoso e irresponsável. Esses cépticos devem ser todos julgados por alta traição contra a Humanidade."
Só para termos a certeza: isto é só uma piada, mas é uma piada boa, porque ensina muito.

Sem comentários: