sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Climategate para 14 a 16 de Dezembro


(Reformatado em 2010-05-01)
(Este posts foram copiados do meu blog do Sapo. Desculpem tudo o que não funciona.)


Climategate para 14 de Dezembro


Conferência interrompida ao melhor estilo totalitário.
Uma conferência de Lord Monckton, em Estocolmo, foi interrompida por um bando de camisas verdes. A seguir vão fazer bloqueios de estrada à procura de carros que emitam demasiado CO2, e a seguir vão ser bombas? Já vi disto no PREC.




Hide the decline: Briffa, Darwin Zero e outras histórias


Afinal, a culpa do climategate é dos russos.


Como fazer um stick de hóquei em casa, com o OpenOffice
Agora já pode fazer, você próprio, o seu stick de hóquei lá em casa, com estas instruções simples. Tem de fazer o download do Open Office, mas se ainda o não tem, já o devia ter, para se desintoxicar da MicroSoft.


Que diacho será uma temperatura pré-industrial?
Será a do ano 1000? A de 1700? a de 1800? A da Glaciação de Würm? Por mim, quero a do ano 1000.
Houve muitas temperaturas pré-industriais, porque os factores naturais estiveram sempre a mudar a temperatura – e continuam a fazê-lo – por qualquer coisa como fracções de um Celsius até 10 Celsius.
Note que mesmo o limite de 2,0 ºC terá sido ultrapassado há 8.135 anos […] entre outros períodos.
Mesmo depois dos malditos tarados exterminarem milhões de milhões de vacas ou de pessoas ou impedi-las de conduzir, a temperatura global média vai continuar a andar para cima e para baixo por qualquer coisa à volta de 0,2 ºC por década, 0,8 ºC por século, 2 ºC por milénio e 8 ºC por cada dez ou mais milénios.”
Também ninguém sabe o que seja a temperatura média da Terra. Mas quando foi do fumo passivo (outra coisa da ONU em conjunto com a EPA), também nunca ninguém chegou a saber o que poderia ser uma “doença associada ao tabaco” ou uma “morte associada ao tabaco”. Sim, há noções para consumo do jornalistas e do público, mas em ciência (que é uma coisa diferente da política, lembremo-nos), nenhuma dessas coisas existe, nem alguma vez existiu. Nenhuma daquelas afirmações do tipo “967296 mortes associadas ao tabaco” tem base científica ou estatística.


Só um jeitinho nos resultados, para ficarem como a gente gosta
Enquanto a gravidade é bem compreendida, não é o único factor que influencia a trajectória de um satélite. Depois de perto de meio século a explorar o espaço descobrimos alguns dos factores […]. Não podemos modelá-los com precisão para além de alguns dias. Depois de cerca de 7 dias, estas forças produzem suficiente mudança na órbita de formas completamente aleatórias, de tal forma que temos de voltar a medir a órbita e calcular outra previsão.
A gravidade é simples, mas não podemos fazer previsões correctas para além de uma semana. […]
Agora vejam-me estes maduros a fazer previsões de tempo para 100 anos!
Quando não há pontos de dados suficientes não se ajustam os dados – ponto final. Ou se têm dados suficientes para chegar a uma conclusão ou não se tem. Também não se inventam dados para satisfazer as nossas necessidades. […]
Eles fazem ajustamentos ou homogenizam [dados de] estações [meteorológicas] ou preenchem quadrículas vazias com estações de faz de conta. Uma piada que não tem nada a ver com ciência. […] Se o sensor está numa posição errónea ou tem problemas, aumenta-se a barra de erro. Não se ajustam os dados! [...]
Se eu tivesse medidas da posição da lua no céu nocturno a partir desses pontos, eu podia reproduzir a órbita da lua. Mas o que acontece nesse segundo gráfico “ajustado” é uma palermice. Eu estaria a trocar a posição medida da lua por “medidas” de duas estações “ajustadas” por forma a que fique mais próxima da primeira estação – mas sem mexer, fisicamente, nas estações! Iria produzir um vector lunar semelhante aos outros, mas teria eu de facto movido a lua? Claro que não, a única coisa que fiz foi introduzir um erro enorme. Agora, os meus cálculos da posição da lua nesse período não têm a ver com a realidade. [...]
Os alarmistas não podem explicar com exactidão porque é que estações a quinze quilómetros umas das outras mostram perfis de temperatura diferentes para cada dia do ano. Então, fazem de conta que sabem “ajustar” os dados e os seus fãs aplaudem-nos pelo seu brilho intelectual. Mas o resultado, tal como no meu exemplo da lua, é que, pura e simplesmente, perderam o contacto com a realidade. [...]
Outro truque baixo e irresponsável é criar estações míticas em retículas que não têm medições. Como todos sabemos, a temperatura de uma cidade ou vila a 30 quilómetros pode ser completamente diferente daquela onde estamos. [...]
No entanto o CRU e outros criam estações fictícias a 750 km de distância do ponto de medições mais próximo, como se isso tivesse algum sentido. Não há medições nessa área – não as inventem e não digam que são verdadeiras! Nenhuma medição quer dizer que não há dados."




Nem sequer penso que as estimativas do CRU estejam correctas e sejam completas, mas sei que elas, por si só, chegam para refutar a afirmação do IPCC que houve uma subida de 0,8 ºC ao longo do século passado, principalmente devida a actividade humana. Os dados não permitem fazer essa determinação” [devido ao erro da amostragem].


Os ursos polares não existem
O Professor Bob Carter dá uma conferência sobre o papel do CO2 nas alterações climáticas e prova-nos que os ursos polares não existem. Também nos apresenta uns oito argumentos fatais contra a noção que é o CO2 que provoca o aquecimento:
Mas, claro, isto é tudo uma teoria da conspiração, só com um punhado de fósseis tarados, certo? Enfim, ainda há pessoas que não acreditam que o Homem foi há lua, pois também há de haver uns tarados duns investigadores e universitários que não acreditam nas teses do AGAC, que são tão consensuais.


Mais uma revisão do climategate.
Uma revisão organizada, se bem que curtinha, de alguns factos relevantes do climategate.
Eu a modos que acho que aqueles que estão à espera que o climategate tenha sido o climax de uma longa disputa, e esperam encaixá-lo na categoria da tempestade no copo de água, estão a enganar-se a eles próprios. Vão precisar de arranjar um barco maior.
E eu sou um desses que acredita que o AG é real, se bem que não tão dramático como o Al Gore e os seus fãs o põem, o que me põe numa posição esquisita. Os cépticos estão, na minha opinião, a prestar um verdadeiro serviço a todos se mandarem abaixo as teorias francamente estúpidas da subidas do nível do mar de sete metros e dos dez graus de aquecimento. Mas depois de terem acabado de demolir a estrutura pseudocientífica empurrada à marretada pela Equipa de Hóquei, espero que ainda fique qualquer coisa com a qual possamos andar em frente construtivamente.”
Fica, sim. O Bjorn Lomborg está a tratar disso. Ficam a fome, a sede, a pobreza extrema, a malária, etc. Há por aí muita realidade com que nos entretermos.


Mais um dos 2500 cientistas do IPCC que salta do barco
Dr Philip Lloyd (Antigo coordenador do IPCC), fala dos relatórios do IPCC :
O produto não foi revisto no sentido normalmente aceite – não houve revisão independente, e os revisores não eram anónimos. O resultado não é científico.
O segundo problema é que a publicação técnica [o Assessment Report] não está completo na altura dos relatórios do IPCC. Em vez disso, sai o Summary for Policy Makers [Resumo para Políticos]. Escrever o resumo envolve os coordenadores, os revisores e os funcionários, como antes, e vários directores.
O resumo sai com fogo de artifício publicitário, mas parece não haver forma [para as pessoas de fora] de verificar se representa o que os cientistas de facto disseram, porque o relatório científico não é publicado senão uns quatro meses depois, ou mais tarde.
No quarto Assessment Report, o resumo foi discretamente substituído, meses depois de ter sido publicado, porque alguns cientistas envolvidos se queixaram de que o que lá estava não era o que tinham dito.”






Astrofísico: Climategate? Não é novidade...
Nir Shaviv: “Nada disto é novo para mim”. Os alarmistas usam “técnicas de manipulação de dados criativas tipo cortar e colar”.


Visões de horror no ficheiro HARRY_READ_ME.txt
Para quem acha que os emails são o problema, extractos do diário de um programador do CRU. E há que ver, também, as listagens dos programas...


Quem é Steven McIntyre
Um dos resistentes de muitos anos contra a Equipa de Hóquei, que demonstrou como falsas muitas das asserções da pandilha, começando pelo stick.


Climategate para 16 de Dezembro


Contra a imbecilidade não há nada a fazer
Tony Blair: “Diz-se que a ciência das alterações climáticas não é tão segura como os seus proponentes alegam. Não tem de ser. O que está para além de debate, no entanto, é haver um enorme apoio científico para o ponto de vista de que o clima está a mudar e que isso é resultado da actividade humana.
Logo, e mesmo como questão de pura precaução, dada a gravidade das consequências se tal ponto de vista estiver correcto, e o tempo que levará qualquer iniciativa a ter efeito, devemos agir. Não o fazer é grosseiramente irresponsável.”
Copenhaga está a encontrar uma solução para um problema que não existe. O aquecimento global não é consequência do CO2, logo não é produzido pela actividade humana. O custo de agir, em dinheiro, é o dobro do que os partidários do AGAC dizem que é o suposto custo de não agir. O custo de agir vai escravizar as populações dos países em vias de desenvolvimento, e vai continuar a deixar morrer milhões por ano, por simples falta de electricidade. Como na história da proibição do DDT.
Mas não é disso que Copenhaga trata, mas sim dos trinta ou quarenta biliões de dólares por ano da Grande Fraude. Papagueemos, então, com alegria.


G-77 saem do barco
Segunda feira de manhã os 130 países do G77 suspenderam a conferência. Tendo à vista o documento donamarquês, e o facto que Kyoto nunca foi cumprido, os países em vias de desenvolvimento receiam perder muitos dos ganhos que tiveram aquando da assinatura de Kyoto.
Lumumba Di-Aping, negociador-chefe do G-77, diz: “É claro que a presideência dinamarquesa, da forma menos democrática, está a defender os interesses dos países desenvolvidos à custa do balanço de obrigações entre desenvolvidos e em vias de desenvolvimento.”
Kim Carstensen, do WWF, diz: “Faz-se notar muito claramente que os países africanos e o G-77 não vão aceitar a inacção quanto ao protocolo de Quioto”.
Os países em vias de desenvolvimento descobriram uma agenda neocolonial por detrás das quaotas de carbono.
No texto que emergiu de Copenhaga na semana passada, os lideres dos países do terceiro mundo horrorizaram-se ao descobrir que as nações desenvolvidas teriam menos obrigações do que se esperava inicialmente e que mais seria exigido aos países pobres, apesar de qualquer corte maior nas emissões de CO2 lhes cortarem as pernas da economia e dos povos extremamente pobres.
George Soros disse aos delegados de Copenhaga que os países pobres iam ser forçados a contrair o que chamou de “empréstimos verdes” em nome do combate às alterações climáticas, política que iria arrasar o já financeiramente devastado terceiro mundo.


A grande fraude do aquecimento global
Um documentário (The Great Global Warming Swindle), que nunca, mas nunca, vai passar em Portugal, porque somos demasiado burros termos direito à verdade. Foi apresentado no Channel 4 inglês há uns anos. Está legendado em brasileiro. Tem uma duração aproximada de 80 minutos.
Apresenta mais uns poucos de professores universitários daqueles que acreditam que o homem nunca foi à Lua, que a Terra é plana e o Sol anda à volta dela, e não sabem o que é um consenso. Enfim, mais uns investigadores e professores universitários que elaboram teorias da conspiração. Contra, por exemplo, gente esclarecida, com cursos de Letras, ou que nunca acabou o liceu, mas sabe que o AGAC é uma realidade insofismável em torno de cuja ciência estabelecidíssima há um vasto consenso científico. Bleargh.


Gore apanhado com a boca na botija e criticado por ambos os lados
Gore disse que “Alguns dos modelos sugerem ao Dr Maslowski que há uma probabilidade de 75% que a totalidade do gelo do Ártico desapareça no Verão dentro de cinco a sete anos.”
Mas o climatologista Maslowski andava por lá, e disse: “É pouco claro, para mim, como se chegou a estes números”, “Eu nunca tentaria estimar uma probabilidade tão exacta como isto.”
Gore, no entanto, insistiu nos seus números, o que atraiu críticas de ambos os lados.
Nos últimos dois anos aprendemos que é muito difícil derreter o gelo mais antigo do mundo, no Ártico”, disse o Prof Jim Overland, oceanógrafo no US National Oceanic and Atmospheric Administration. Seria quase impossível que isto acontecesse dentro de cinco anos.”
Richard Lindzen, cientista do clima no MIT, que acha que o AG é principalmente causado pelo Homem, diz: “Porque é que levam a sério seja o que for que o Al Gore diz? Ele limitou-se a extrapolar de 2007, quando houve uma grande retracção no gelo, e chegou a zero.”


Poucos americanos acreditam no “consenso”
Uma sondagem da Associated Press-Stanford University poll (PDF) de dia 15 indica que apenas 31% dos americanos acham que os cientistas estão de acordo sobre AG. Na pergunta 22, “Acha que a maioria dos cientistas concorda que o AG está a ocorrer, ou acha que há muita discordância entre os cientistas a este respeito?”, 66% responderam achar que a maioria dos cientistas está em desacordo.


ONU continua a impedir que as pessoas façam perguntas
A segurança da ONU voltou a impedir um jornalista de fazer perguntas sobre o Climategate aos presentes em Copenhaga. Desta vez, foi com o Al Gore.
Mc Aleer foi empurrado pela segurança da ONU ao fazer uma pergunta ao Al Gore, e arrancaram-lhe o cabo do microfone, destruindo-o.
É, enfim, uma resposta armada.


Os Russos, tal como tantos outros, preferem o aquecimento
Boris Nemtsov:
O aquecimento global, o protocolo de Quioto, […], podem ser assuntos de discussão para as elites de negócios russas, mas as massas não estão nem perto desses assuntos. Ninguém está a falar disso”.
Há, no entanto, uma opinião popular: que a Rússia é um país frio e que aquecê-lo um bocadinho não vai fazer mal nenhum.”


US Department of Energy manda guardar toda a documentação relativa ao CRU
O US Department of Energy emitiu uma nota de litígio aos seus diversos subdepartamentos pedindo que retenham todo e qualquer documento relacionado com o CRU. O DoE subsidiou o CRU durante mais de vinte anos.


O estado das estações meteorológicas nos EUA
Não prestam. E pronto. Já se sabia, mas há mais dados.


Como é vazia uma teoria frente a factos!”
A citação é de Mark Twain. O artigo é mais uma revisão sobre factos que contrariam o AGAC.


Presidente da Cimeira demite-se
Embora não tenha apresentado nenhuma razão institucional para a demissão, Hedegaard tem sido criticada pela forma como presidia os trabalhos, sendo as vozes mais críticas as dos países em desenvolvimento, que a acusam de favorecer os países ricos nas negociações.
Hedegaard invocou razões protocolares para a sua demissão e substituição pelo primeiro ministro, especificamente a chegada, nestes próximos dias, de vários chefes de estado. Diz ainda que vai continuar a orientar trabalhos fora da cimeira.


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