sábado, 23 de janeiro de 2010

Arrasemos-lhes as cidades para eles se sentirem melhor

http://blogs.telegraph.co.uk/news/jamesdelingpole/100023339/james-hansen-would-you-buy-a-used-temperature-data-set-from-this-man/

Keith Farnish, ecoterrorista, diz o seguinte no seu novo livro, Time's Up:

A única forma de prevenir o colapso ecológico global e assim assegurar a sobrevivência da humanidade é livrar o mundo da civilização industrial.”

Continua: “Raramente tenho medo de dizer a verdade, mas algumas verdades são mais difíceis de dizer que outras: uma delas é que as pessoas vão morrer em grandes números quando a civilização colapsar. Salte fora da civilização e terá uma muito boa oportunidade de sobreviver ao inevitável; continue dentro e quando a derrocada [da civilização industrial] acontecer pode não haver absolutamente nada que possa fazer para se salvar.

A velocidade e intensidade da derrocada vai depender imenso do número de pessoas que têm necessidades mais estruturais – tais como a produção de comida, de energia e de cuidados de saúde – que têm de ser providenciados pela civilização em colapso; um maior número de pessoas cria mais tensões sociais e mais oportunidades para extremismo e violência; mais pessoas criam mais resíduos, lixo e cadáveres, coisas que promovem a doença e a morte.”

Esta linha neo-malthusiana é conhecida desde há décadas, e diz que há que reduzir a população abaixo dos dois mil milhões para a assegurar sustentabilidade planetária . Mais sustentabilidade para uns muito poucos, e muito menos para todos os outros.

O nosso simpático ecoterrorista dá-nos esta pequena pedra preciosa:

Reduzir a carga significa, essencialmente, a remoção de uma carga existente: por exemplo, remover os animais domésticos que pastam, arrasar as cidades completamente, fazer explodir as barragens, e desligar a máquina de emissão dos gases com efeito de estufa. O processo de redução de carga ecológica é uma acumulação de muitas coisas que expliquei neste capítulo, em conjunto com um (quase de certeza necessário) elemento de sabotagem.”

Que giro. Ainda dizem mal dos terroristas islâmicos. Isto é uma ideologia “vou matar-te, para impedir que te suicides”? Mas esperem, há mais ecoterroristas. Nada mais nada menos que James Hansen, do GISS da NASA, de quem temos falado tanto recentemente. Diz ele num comentário ao livro do Keith Farnish, no Amazon:

O Keith Farnish tem razão: o tempo está quase esgotado, e o problema é o 'sistema'. Os governos estão na mão dos interesses dos combustíveis fósseis e não vão cuidar nem do nosso bem-estar nem do do planeta até que os forcemos a fazê-lo, e isso vai requerer um esforço enorme.”

Oh, arrasar as cidades e as barragens para promover o nosso bem-estar. Estou tão emocionado. Já se fala do Ku Klux Klimate. Como diz um comentador: porque é que esta gente não está presa?

Update: mais e ainda mais grave aqui.

Sem comentários: