segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Deflorestação diminui aquecimento global

http://pielkeclimatesci.wordpress.com/2010/01/11/new-paper-climatic-impact-of-global-scale-deforestation-radiative-versus-nonradiative-processes-by-davin-and-de-noblet-ducoudre-2009/

Os autores usam um modelo para estudar o impacto da deflorestação, incluindo o papel da evapotranspiração. Concluem que produz um arrefecimento fora dos trópicos, e um aquecimento nos trópicos, mas que, se acoplado à temperatura do mar, estes efeitos são distribuídos pela troposfera.

A deflorestação causa um aumento de albedo (reflexão de luz) que produz um arrefecimento de 1,36 K. [Já era conhecido que a agricultura forçada (irrigação) e a plantação de árvores conduziam a aumentos locais de temperatura].

Por outro lado, conduz a redução da evapotranspiração, o que causa um aumento de 0,24 K; e diminui a irregularidade da superfície, o que causa um aumento de 0,29 K.

Globalmente, a deflorestação causará, segundo o modelo, uma redução de cerca de 1 K, dado o efeito dominante ser o aumento de albedo.

No entanto, nos trópicos, o efeito dominante é o da evapotranspiração e irregularidade da superfície, causando um resultado final de aquecimento.

O acoplamento com a temperatura do mar, que se permita variar, conduz a um arrefecimento. A perturbação de terra é distribuída pelo mar e pela restante troposfera. Isso não se passa se não se permitir que a temperatura do mar varie.

Ignorar os processos não-irradiantes como a evapotranspiração conduz à falsa noção de um aquecimento.

Sem comentários: