domingo, 31 de janeiro de 2010

IPCC: mais vergonhas

http://www.telegraph.co.uk/earth/environment/climatechange/7111525/UN-climate-change-panel-based-claims-on-student-dissertation-and-magazine-article.html

O Telegraph reporta que as afirmações do IPCC sobre a perda do gelo em montanhas dos Andes, Alpes e África têm por referências uma tese de mestrado da Universidade de Berna (Dario-Andri Schworer, guia de montanha e activista pró-aquecimento global), que refere entrevistas com guias de montanha do Alpes, e um artigo numa revista de montanhismo, que referia a opinião pessoal de montanhistas (Mark Bowen , Climbing Magazine, 2002). Esta:

Excelente exemplo do elevado nível de trabalho em termos de qualidade das referências científicas, e de uma ciência robusta e inegável.

O Prof Richard Tol, um dos autores do relatório, diz que isto é, essencialmente, uma colecção de relatos isolados, e pergunta-se porque é que o IPCC fez isto.

Não há forma de os actuais montanhistas e guias de montanha darem testemunhos isolados que remontem a 1900, pelo que o que dizem é um disparate total”.

As afirmações do IPCC estão numa tabela chamada “Selected observed effects due to changes in the cryosphere produced by warming".

O IPCC, como temos visto, usou demonstradamente fontes não científicas (WWF, Greenpeace, telefonemas) também quanto a outros assuntos, como os glaciares dos Himalaias, a Amazónia e os corais.

Apesar de isto mostrar que os relatórios do IPCC não ultrapassam o nível de um (mau) trabalho de grupo do secundário, Pachauri não hesita em insultar quem contradiz o IPCC e dizer que os que o contradizem não passarem de cientistas vudu.

O IPCC não tem respondido a estas questões, exceptuando a dos Himalaias, mas tem insistido que apesar de erros menores, o relatório é robusto e consistente com a ciência subjacente.

Que ciência subjacente?

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