sábado, 16 de janeiro de 2010

NASA e NOAA acusados de prestidigitação

http://www.kusi.com/weather/colemanscorner/81559212.html

http://www.kusi.com/weather/colemanscorner/40749822.html

http://www.kusi.com/weather/colemanscorner/40749822.html

http://chiefio.wordpress.com/2009/11/09/gistemp-a-human-view/

http://chiefio.wordpress.com/2009/11/03/ghcn-the-global-analysis/

http://chiefio.wordpress.com/2009/08/17/thermometer-years-by-latitude-warm-globe/

O meteorologista John Coleman, o programador E Michael Smith (blog chiefio) e o meteorologista Joseph D'Aleo (blog icecaps.us) acusam o NASA GISS (Goddard Institute for Space Studies) e o NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration) de seleccionar e manipular dados.

Uma das acusações é o efeito Bolívia, de que já se falou: em várias regiões onde não há medições de temperatura, as temperaturas são avaliadas a partir de estações afastadas até 1200 km – e saem sempre altas.

Outra é o desaparecimento, ao que parece selectivo, de milhares de estações meteorológicas em sítios frios. Michael Smith diz que os dados chegam ao GISS mas não são usados; mas isso só para os anos mais recentes, por forma a que o passado pareça mais frio. Ao mesmo tempo, e segundo a expressão dele, os termómetros vão “marchando” cada vez mais para Sul e sítios quentes. O último termómetro no Alasca está em Eureka, numa área chamada o Jardim do Ártico... “Poucos termómetros ficaram acima dos 60 graus de latitude norte”.

O que me faz lembrar o gráfico, que pus aqui há uns meses e me deixou perplexo (ainda deixa), do forte aquecimento dos anos noventa em simultâneo com a desactivação, por razões económicas, das estações meteorológicas russas na Sibéria e círculo polar árctico.

Outro processo misterioso é a “homogeneização” das temperaturas: em muitos, muitos registos de estações individuais, se se comparar os valores de temperaturas em bruto, tal como foram registados, com os que sofreram um processo misterioso chamado homogeneização, estes segundo mostram, sempre, uma tendência para o aquecimento mais pronunciada que os dados em bruto, que podem até mostrar uma tendência inversa.

Tudo isto vem na sequência de o GISS ter voltado com a palavra atrás, e em vez de continuar a dizer que o ano mais quente (nos EEUU) desde que há registos ser 1998, mudou para 1934, o que motivou a intervenção do Judicial Watch. Mas dizem eles que essa mudança nunca aconteceu. Até um funcionário do GISS está confuso: “I am sure I had 1998 warmer at least once on my own temperature web page…”.

(Update: hoje voltou a ser! Agora 1998 e 2006 têm ambos uma anomalia de 1,29 e 1934 1,26. Aqui. É claro que três centésimas de grau está muito, muito dentro do erro da medição.)

O The Air Vent mostra um gráfico dos ajustamentos feitos pelo GISS às temperaturas de 1934 e de 1998 ao longo do tempo. Ainda que aceita, com extrema dificuldade, que não foram feitos de má fé (!), também pergunta porque é que, sempre que se vai ver, as alterações vão sempre no mesmo sentido, do aquecimento recente.

Costumo eu dizer que uma série de erros feitos sempre para favorecer o mesmo lado não são erro, são má intenção.

James Hansen, do NASA GISS, nega que alguma vez o GISS se tenha envolvido em manipulação de dados.

Hm. Uma vez que as réguas já venham erradas, não é preciso mudar muito as medições.

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