segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

O WWF vem defender o seu número da Amazónia.




O WWF veio à praça dizer que os seus números de 40% sobre a Amazónia são bons, o IPCC é que citou a publicação errada.


Nussbaum, do WWF, diz que não se responsabiliza por outras instituições que usem o trabalho do WWF.
Depois dá uma cabriola: diz que o facto de o IPCC se basear numa afirmação de referências duvidosas no WWF Global Review of Forest Fires não é correcto. Acontece que a referência para a tal afirmação é Fire in the Amazon, a 1999 overview by the respected Amazon Environmental Research Institute, mas que a referência foi omitida durante o processo de edição do panfleto do WWF.
Brincamos. Tal como está o relatório do WWF, a afirmação não tem referências adequadas, e o IPCC também não: refere-se ao WWF Global Review of Forest Fires e não outra coisa que por aí ande. Foi isso que se disse.
O autor, Andrew Rowell, aproveita para fazer várias queixas: que não falaram com ele; que ignoraram o facto de o número ser apoiado por artigos científicos (Quais? Onde estão?); que ignoraram que havia um número ainda mais elevado na Nature em 1994 (onde? Porque é que o IPCC não fala dele? Não estará obsoleto?)
Na essência, o WWF não diz nada, dá um tiro no pé e, no meio de um discurso que na realidade é político, confessa que o seu panfleto fez afirmações gratuitas. É mero espernear.
Há mais sobre isto no eureferendum.

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