segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A seca na Austrália não é do aquecimento global




Um paper (doi:10.1029/2009GL040598) de Dezembro de 2009 no GRL diz que a seca que se sente na Bacia Murray-Darling, na Austrália, não se deve ao Aquecimento Global Antropogénico Catastrófico.

A conclusão anterior, feita através de análise de resíduos estatísticos de uma série temporal, identificou uma variabilidade como antropogénica.
Ao que parece, também foi parar a um relatório do WWF, de 14 Jan 2003, que não cita referências.
Aí, diz Karoly, citado de outro relatório do WWF-Austrália (Global Warming Contributes to Australia's Worst Drought): “As temperaturas mais elevadas sentidas na Austrália no ano passado são parte de uma tendência nacional para o aquecimento nos últimos cinquenta anos, que não pode ser explicada apenas pela variabilidade natural do clima”. (Pudera, com estações meteorológicas em aeroportos outros sítios assim...)
A maior parte deste aquecimento é muito possivelmente devido ao aumento dos gases de estufa na atmosfera, resultantes da actividade humana [...]”.
Etc. etc. etc. “O aquecimento global é uma realidade [...]”, etc etc etc.

O estudo mais recente mostra que esta análise desconhece fenómenos conhecidos da superfície terrestre, temperatura e seu impacto na evaporação.
Indica que “claramente, não é o caso” de a correlação entre temperatura e pluviosidade é o único modelo, inteiramente correcto, para a resposta da máxima temperatura do ar.
Este trabalho parece questionar um artigo de Karoly que é referido no AR4 WGI, 9.4.2.3.

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