sábado, 13 de fevereiro de 2010

Yamal



Um artigo de jornal de Setembro de 2009 fala do problema das reconstruções dendrocronológicas de Yamal.
Estas reconstruções envolvem oito artigos científicos .
As reconstruções a partir de anéis de árvores são problemáticas, uma vez que o crescimento das árvores depende de muito mais que a temperatura.
O problema com Yamal foi que desde 2000 que uma colecção de artigos tem preferido as árvores da península de Yamal, na Sibéria, e deixado de usar outras colecções dendrocronológicas de árvores próximas. As árvores de Yamal mostram uma subida acentuada de temperatura recente.
Os dados e procedimentos que levam a esta conclusão mantiveram-se desconhecidos, contra o procedimento habitual e até as exigências das revistas, até que os editores da Philosophical Transactions B exigiram a sua publicação.
Ficou a saber-se que as reconstruções usam apenas 12 árvores de um conjunto de 252; e que um outro conjunto maior (34) e próximo não só mostra um Óptimo Medieval, como não mostra nenhum aquecimento recente importante.
A conclusão é a suspeita de que as 12 árvores foram escolhidas por mostrarem aquecimento recente.
Bishop Hill já o mencionou.
A controvérsia começa em 1995 quando Keith Briffa diz, usando apenas três árvores, que não houve Óptimo Medieval – que, segundo ele, até foi bastante frio – e que o aquecimento moderno era bastante pronunciado. Assim, todos os registos históricos e arqueológicos eram uma treta.
Três anos depois, na Nature, Mann e outros publicam uma conclusão semelhante: o Stick de Hóquei.

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