quinta-feira, 15 de abril de 2010

AR4 do IPCC: uma burla de alto a baixo


Já está por todo o lado excepto, seguramente, na Reuters, na AP, na AFP e na imprensa em geral: depois de 40 pessoas, sob a coordenação de Donna Laframboise, terem revisto todas as 18.531 referências bibliográficas do 4º relatório do IPCC (2007), conclui-se que 5.587 (30,1%) não são científicas. O relatório do IPCC é uma bostada e não vale um caracol furado.

Lembramo-nos muito bem da insistência de Pachauri e dos militantes do aquecismo em nos repetir que todas, mas todas a afirmações do IPCC se baseavam exclusivamente em artigos publicados em revistas científicas “legítimas”. Pois um terço vem de comunicados à imprensa, recortes de jornais e revistas, memorandos de trabalho, teses de estudantes, documentos para discussão e panfletos de grupos activistas.

 

Lembramo-nos muito bem como Pachauri insultava os cientistas que contradiziam a linha partidária do IPCC como tendo produzido ciência de lixeira (junk science) e ciência vudu.

 
Sabíamos, no entanto, que o vudu e o lixo estavam no relatório do IPCC. Eu próprio, que li parte do relatório do IPCC, fiquei pasmado quando comecei a olhar para as referências bibliográficas de certas afirmações, e conclui que, honestamente, não podia continuar a ler aquilo e tomá-lo a sério. Não se escreve um relatório científico com recortes do Correio da Moita (espero que este jornal não exista...)
É o que se chama um grande enterro. Mas, como diz Donna, foi o próprio Pachauri que atraiu o raio ao insistir que não havia, no relatório do IPCC, nenhuma referência que não fosse científica, e ao insultar os que se lhe opõem.
Aqui está um resumo do procedimento e resultados.
As referências do AR4 do IPCC foram revistas três vezes cada uma por 43 pessoas de 12 países. Desses, 17 declaram ter credenciais académicas (licenciatura ou mais) e 2 mantiveram o anonimato.
Cada capítulo foi revisto três vezes, e, em caso de discrepância, usou-se o critério que fosse mais favorável ao IPCC.

Das 18.531 referências, 5.587 (30,1%, quase um terço) não eram de publicações científicas.
Dos 44 capítulos do AR4, nenhum deles estava isento de literatura não científica.
21 (quase metade) deles tinham mais de 40% de referências a literatura não científica




 
De acordo com as normas de classificação nos liceus dos USA, estes capítulos teriam uma nota F – reprovado. Reprovados, a nível liceal, quase metade – 48% – dos capítulos da Bíblia do Aquecimento Global Antropogénico Catastrófico (AGAC). A nível universitário não é aceitável nenhuma referência que não seja de artigos científicos. Podem ver a distribuição por capítulos aqui.

Já eu tinha dito que o AR4 do IPCC não era bom nem a nível de liceu. E foram precisos “2500 cientistas” para fazer este monte de bosta.
É com base nesta porcaria fraudulenta e incompetente que se vai reorganizar a economia mundial, gastar dezenas de biliões de euros criados através de impostos (a EU já está a gastar milhares de milhões anualmente de dinheiro dos nossos impostos nisto) e trazer indizível sofrimento à população mundial, para enriquecimento de alguns.
Já era altura de pararmos com isto; agora mais ainda. Acabaram as desculpas. O AGAC não tem nenhum fundamento.

A maioria dos blogs que vejo normalmente traz esta notícia, pelo que vos basta ver o blogroll à esquerda.

Sem comentários: