sábado, 10 de abril de 2010

Artigo sobre nuvens finalmente aceite


Roy Spencer, climatologista semi-céptico e autor do livro “Climate Confusion”, menciona que, ao fim de dois anos de múltiplas submissões e revisões, o seu artigo sobre o efeito das nuvens no estudo dos feed-backs do clima foi finalmente aceite para publicação pelo Journal of Geophysical Research.
O vapor de água, e especialmente as nuvens, são elementos completamente ausentes dos modelos climatológicos usados para a predição do AG, excepto no que diz respeito a aumentarem anda mais qualquer aquecimento. O que é um motivo suficiente para não ser possível levá-los a sério, uma vez que (1) a água é o principal gás de estufa, (2) a temperatura afecta muito a quantidade de água na atmosfera, (3) as nuvens afectam a reflectividade (albedo) da atmosfera – as nuvens baixas e altas tendo efeitos diferentes sobre a radiação que entra e a que sai.


A razão para os modelos usados pelo IPCC não considerarem correctamente a existência de nuvens é que não se sabe nada delas. Tal como ignoram completamente qualquer efeito devido a partículas (soot) em suspensão, ou seja, a verdadeira poluição. Isto de insistir no CO2, essencialmente benéfico, e ignorar a verdadeira poluição já foi apelidado de criminoso.
O artigo de Spencer pode ser um dos muito primeiros sobre o assunto, e assim contribuir para a compreensão das nuvens, um assunto muito complexo. Como dizia um investigador, há tantos tipos diferentes de nuvens, e basta olhar para elas para ver isso.
Segundo Spencer, a ideia do artigo é que as variações nas nuvens e sua influência no clima não permitem medir, sequer, o papel de outros factores. A não ser que se conheça e meça o papel da temperatura na produção de nuvens (feedback) também não se pode conhecer o papel das nuvens nas alterações de temperatura (forcing).
Usaram nove anos de dados de satélites, um modelo simplificado de feedback e forcing, e os resultados de modelos climáticos do IPCC para demonstrá-lo.
O assunto não é novo. Outros artigos usaram um termo de “forcing interno de radiação” mas sem explorarem completamente as implicações de ignorar esse termo.
Diz Spencer que depois de rejeições sumárias, foi-lhes necessário ir descendo até à descrição dos elementos mais simples e básicos do assunto, passo a passo, para convencer os revisores da validade do artigo.



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