quinta-feira, 29 de abril de 2010

O ponto quente equatorial: a última falha dos modelos climáticos

Há uns tempos que ando para falar nisto, mas não tenho encontrado material adequado. Trata-se da última previsão falhada dos modelos climáticos. Graças a Joanne Nova (vale a pena ler, tem lá muita coisa) e a este resumo de Fred Singer, acho que posso agora falar do assunto.
O papel escrito por Fred Singer não é peer-reviewed, mas tem todas as referências necessárias, o que, para mim, é bastante bom. Também é publicado pelo Heartland Institute e relacionado com o site do NIPCC, duas organizações de tipo think tank que os aquecistas detestam e gostam de ligar a interesses petrolíferos e de carvão. Pessoalmente, não rejeito ciência só por ser publicada por organizações que promovem o aquecimento global, como a União Europeia. Deixo-vos escolher. Seja qual for o lado para que se inclinem, acho uma excelente leitura.
Os modelos climáticos, como vem no relatório do IPCC, previram o desenvolvimento de uma área quente nos trópicos (30º N a 30º S), a cerca de 12.000 m de altitude. Essa, de facto, foi uma previsão essencial para os modelos, uma vez que é nessa zona que o CO2 iria captar mais calor e exercer o seu efeito de estufa – e não à superfície da Terra. Não havendo aumento de temperatura nessa zona, não se pode dizer que o CO2 esteja a produzir um aumento do seu efeito de estufa.
Em 2006, a tempo de ser conhecido para o 4th Assessment Report do IPCC, o U.S. Climate Change Science Program (CCSP) publicou resultados de balões e radiossondas e não encontrou nada (p. 17 do ficheiro, 7 no documento):


Rigorosamente nada. Não deixa de ser interessante que os dados que mais uma vez infirmam os modelos vêm também do Hadley Center.
Da mesma forma, a comparação de variações de temperaturas com a altitude (p. 18 do ficheiro, 8 do documento), não mostra nada. Rigorosamente nada (modelos a vermelho):



Se encontrarem uma previsão que não tenha sido desmentida pelas observações, ou que não seja questionada, por favor, digam-me. Acho que já não há nenhuma.
Em desespero de causa, os aquecistas com mais verbas e imaginação foram encontrar o aumento de temperatura dois anos depois, não com termómetros... mas no vento, vento esse deduzido com equações a partir dos dados de temperatura! [Allen (2008)]. Que diabo, as temperaturas medem-se com termómetros, e deduzir ventos é estranho. As pessoas normais, quando querem temperaturas, usam termómetros. Mas, como já vimos, nestas coisas de cientistas climáticos a realidade não interessa.
Quando li o relatório do IPCC foi esta situação que me convenceu, depois de tudo o que eu já tinha lido, que a Conjectura do Aquecimento Global Antropogénico Catastrófico estava completamente morta. A acumulação de calor naquela zona, na minha opinião, era fundamental para a existência de um efeito de estufa.
Já não estão tão mortas as suas vertentes activista, política e financeira, que já não precisam da (falsa) ciência para nada, por terem adquirido uma dinâmica própria e, receio bem, imparável ou quase, por haver demasiado a lucrar para todos.
Dead as a dodo. Mas, pelos vistos, precisa de uma estaca no coração. Está morta, e ainda faz coisas.


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