sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Passa-se algo de estranho com o Sol

http://wattsupwiththat.com/2010/01/07/suns-magnetic-index-reaches-unprecedent-low-only-zero-could-be-lower-in-a-month-when-sunspots-became-more-active/ http://wattsupwiththat.com/2009/12/09/solar-geomagnetic-activity-is-at-an-all-time-low-what-does-this-mean-for-climate/

Um certo índice de actividade do Sol (que não percebo!) atingiu um mínimo inesperado: "menos que isto só mesmo zero".

Diz Anthony Watts: “Porque é que isto é importante? Bem, se Svensmark estiver certo e os raios cósmicos modulados pelo campo magnético solar têm a ver com as nuvens na Terra, aumentando-a durante períodos de baixa actividade magnética solar, vamos ter frio por algum tempo.”

Frio, frio como a água do rio: morte por todo o lado

http://www.cbs12.com/news/home-4723471-rats-cardosi.html

Florida: ratos correm para dentro das casas. http://www.cbs12.com/news/turtles-4723481-cold-loggerhead.html

Florida: 93 tartarugas marinhas jovens encontradas semi-inconscientes devido ao frio, na Mosquito Lagoon, um “berçário” de tartarugas. Esperam-se mais vinte cada dia. http://www.sportfishingmag.com/news/news/cold-temperatures-impact-florida-fish-and-wildlife--1000079798.html http://myfwc.com/NEWSROOM/10/statewide/News_10_X_ColdStress1.htm

Sirenídeos (manatee) da Florida em risco de stress pelo frio, diz o Florida Fish and Wildlife Conservation Commission, que também já recuperou mais de 250 tartarugas marinhas em estado de choque hipotérmico. O FWC tem recebido vários telefonemas a relatar morte de peixes. http://thescotsman.scotsman.com/news/Livestock-being-frozen-to-death.5961813.jp

Pastores escoceses receiam a morte do gado: a neve tem metro e meio de altura e os animais não podem alimentar-se. Receia-se mesmo que as ovelhas possam estar soterradas pela neve. Muitos já não podem chegar aos rebanhos, por as estradas estarem cortadas.

É difícil encontrar forma de alimentar os animais com rações, uma vez que muitas estradas estão fechadas e se está a esgotar a areia e o sal. Em alguns casos, já há oito dias que os animais não podem ser alimentados. http://www.justnews.com/news/22152242/detail.html

De novo na Florida, onde parece que tudo se passa, os iguanas caem das árvores em estado de hibernação. http://www.independent.co.uk/environment/snowfalls-are-now-just-a-thing-of-the-past-724017.html

Boa altura para ler, à lareira, este artigo do Independent, de 2000, onde se diz no título que “As quedas de neve são uma coisa do passado” e, mais à frente, que “a neve está a desaparecer das nossas vidas”, e que David Viner, da Creative Research Unit da UEA, diz “as crianças não vão saber o que é a neve”. E mais bojardas aquecistas. No fim, pode deitar-se na lareira.

140 cientistas escrevem à ONU

http://www.copenhagenclimatechallenge.org/

Aparentemente, para além da Oregon Petition e da Leipzig Declaration e do mais que por aí há, ainda há mais uma carta aberta ao presidente da ONU a pedir que, se faz favor, prove o que o IPCC diz.

Os pontos para os quais se pedem provas são:

1. Que as variações actuais de clima são nunca vistas

2. Que as emissões humanas de gases de estufa têm um impacto perigoso sobre o clima

3. Que os modelos replicam exactamente todos os factores que influenciam o clima

4. Que o nível do mar está a subir perigosamente, de acordo com a subida de CO2

5. Que a incidência de malária tem aumentado em consequência de alteração do clima

6. Que nem a sociedade humana nem os ecossistemas se conseguem adaptar a uma mudança do clima

7. Que a retracção dos glaciares e o derreter do gelo do Árctico é invulgar e devido às emissões humanas de gases de estufa

8. Que os ursos polares e a vida selvagem são incapazes de se adaptar a mudanças climáticas, seja qual for a sua causa

9. Que furacões, ciclones, tempestades tropicais e "tempo extremo" estão a aumentar de intensidade e frequência

10. Que a temperatura registada pelas estações de superfície são uma boa medida da tendência da temperatura de superfície.

Ora, dez boas perguntas. Para algumas, as respostas já as conhecemos. Para outras, ninguém as conhece. Só uma coisa: nem me falem do relatório do IPCC, porque o que lá vem já sabemos que é inventado.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

O mar vai ficar... menos alcalino?

http://scienceandpublicpolicy.org/originals/acid_test.html

Acidificação do mar, ou diremos, menor alcalinização? Ou, mais uma vez, nada? Um pequeno guia para o novo susto, agora que os outros não estão já tão na moda. Olhemos para as gordas:

1. Nenhuma subida anterior do CO2 atmosférico tornou o mar mais ácido. Durante as grandes subidas anteriores, no Câmbrico e no Jurássico, foi precisamente quando se desenvolveram novas espécies de corais (calcite e aragonite).

2. Já há setenta vezes mais CO2 dissolvido no mar que há na atmosfera. Um aumento do CO2 atmosférico, em termos de pH do mar, é irrelevante – o aumento de CO2 dissolvido não ultrapassaria 1%.

3. O CO2 é apenas a sétima substância, em quantidade, a afectar o pH do mar. Além disso, ao dissolver-se e formar ácido carbónico, combina-se com o sódio do sal e forma... bicarbonato de sódio, uma base. Trata-se de um mecanismo tampão, tal como o que existe no sangue, que mantém o pH estável.

4. O mar está assente, claro, sobre grandes quantidades de rocha, quase todas elas alcalinas e que continuarão a sê-lo e o mar continuará a dissolvê-las.

Logo, nada sugere que o mar se torne ácido, nem que a vida marinha seja especialmente afectada. Já por aqui, neste blog, vimos referências de publicações científicas que indicam que muita vida marinha "com casca" prefere CO2 e temperaturas mais altas.

Os glaciares dos Andes já foram pequeninos

http://www.dakotavoice.com/2009/06/peruvian-ice-cap-shows-greater-global-temps-in-the-past/

Aparentemente, os glaciares no Peru são como a Groenlândia: houve uma altura em que o gelo era muito menos. Encontraram-se, em furos de sondagem de gelo, uma camada de poeira de há 4500 anos e duas de vegetação, uma com 5200 anos e outra com 2200 anos de idade. Outras foram encontradas, datando de até 7000 anos.

Mais cépticos horrorosos a enforcar quando for do julgamento

http://www.washingtonexaminer.com/opinion/blogs/Examiner-Opinion-Zone/Polish-Academy-of-Sciences-Questions-Gores-Man-Made-Global-Warming-Theory-43618922.html

A Comissão Científica de Geologia da Academia das Ciências polaca também não acredita no Al Gore e seu consenso.

O frio mata

http://news.bbc.co.uk/2/hi/health/8442413.stm http://www.dailymail.co.uk/news/article-1241049/BBC-announces-review-science-coverage-month-revealed-ignored-Climategate-leaked-emails.html http://blogs.telegraph.co.uk/news/jamesdelingpole/100021508/finally-bbc-asks-are-we-maybe-a-bit-biased-on-climate-change/ http://news.outlookindia.com/item.aspx?672201

A BBC compreendeu finalmente que o frio mata mais gente que o calor. “Por cada grau abaixo dos 18 ºC, as mortes nos UK sobem quase 1,5%”. O frio causa ataques cardíacos e predispõe as pessoas a doenças respiratórias.

Claro, também causa hipotermia e queimaduras!

São os mais idosos os mais atingidos, pela menor resistência e capacidade de julgamento acerca do perigo que correm. No ano passado, houve cerca de 40.000 mortes “em excesso” devidas ao frio.

A BCC irá também rever as suas posições sobre AGAC e outros assuntos relacionados com ecologia.

No Norte da Índia, já se vai em 157 mortos.

Tudo é diferente com o Carbono quente


Esta é a evolução do valor de mercado das quotas de carbono anual. Como há valores diversos, há duas linhas: a azul para o valor máximo, a vermelha para o mínimo. O tracejado é uma parábola de regressão que talvez lá não fizesse muita falta.  

Embora o mercado tenha sido afectado pela crise em 2009, quando se esperava que voltasse a duplicar de 120 G$/ano para 240 G$/ano (ficou pelos 135 G$ na estimativa mais alta), isso não impede que o valor estimado para 2014 seja de 395 mil de milhões de USD por ano (G$/ano).  

No entanto, os corretores de certificados acham o negócio pouco interessante enquanto o valor da tonelada de emissões não estiver entre os 40 e os 85 dólares. Nós pagamos.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Um céptico lá em casa


O Prof Mike Hulme, céptico moderado em relação ao AGAC, é Prof de Alterações Climáticas na Universidade de East Anglia, e trabalhou no CRU nos anos 90. 

Parece ter uma posição semelhante à de Bjorn Lomborg: sim, mas há coisas mais importantes. "Se o Climategate conduzir a maior abertura e transparência nas ciências climáticas, e a tornar menos partidária, terá conseguido uma coisa boa."

A passagem do Nordeste


A passagem do Nordeste liga a Península de Kamchatka, no Noroeste do Pacífico, à Escandinávia, passando pelo Norte da Rússia. Está aberta desde os anos 30 do séc. XX, no Verão. Não foi muito usada durante a época comunista da Rússia. Não abriu assim este ano nem no ano passado.

Se está calor é do clima, se está frio é do tempo


O vasto consenso científico já provou que não está frio, o calor é que se atrasou. O frio não destrói a "evidência" de AGAC. Não se concentrem num acontecimento isolado, o clima é como a bolsa, tem altos e baixos. Olhem antes para "as robustas provas das mudanças que estão a acontecer".  

O aquecimento global não vai desaparecer. E vai haver mais ainda, e mais grave, devido aos "atrasos no sistema" que tornam imperativas acções urgentes para que a subida da temperatura não ultrapasse níveis que iniciem mudanças irreversíveis e perigosas.  

A última década foi a mais quente desde que há registos, e os últimos três anos mais quentes que os dez anteriores. O ano de 2009 foi 0,6 ºC mais quente que a média. Não está universalmente frio em todo o hemisfério norte -- o Canadá e o Mediterrâneo estão mais quentes que habitualmente. 
  Duh.

Eólica parada durante o frio


Os Ingleses, claramente, não estão com sorte. Para além do frio, também não têm vento, e a energia eólica contribui neste momento só com 0,4% para o total -- como diz o bloguista, não dá nem para um erro de arredondamento. Está a produzir 163 MW de uma capacidade total de 4.100 MW (4%). 

Pois é. Para a energia eólica funcionar, é preciso vento. Para a energia solar funcionar, é preciso sol. Para a hidráulica funcionar, é preciso água. Poucos são os verdes que pensam nestas coisitas. Os que pensam, porque os há, têm todo o meu respeito intelectual. 

Nos intervalos há que usar fontes de energia de mais confiança.

Verde: um luxo caro


Resolver problemas que não existem sai muito caro. Estamos gagos de dizer isso, mas não há pior que mostrar aos crentes que a crença tem custos elevados e inúteis que não vão querer pagar. Porque a crença lhes dá uma espécie de motivo e objectivo para viverem. 

O custo da energia eléctrica nos UK pode vir a atingir 5.000 libras anuais (5.500 euros, 460 euros/mês) para que o governos dos UK atinja as suas tão verdes como inúteis metas de redução de CO2. Os custos da energia para a indústria pesada previstos para 2020 irão ficar tão elevados que se espera que muitas fechem, resultando em desemprego verde. Na indústria, a factura de energia já atinge os 70% dos custos totais. 

Os funcionários da reguladora Ofgem admitem, em privado, que a análise de custos que publicaram no ano passado subestimaram gravemente os custos da reconversão da produção de energia para o uso de renováveis (agora... olha.) Na sua estimativa, os custos apenas duplicariam (!) até 2020.

A Ofgem diz agora que 11% da conta de electricidade do utilizador final será apenas para pagar os custos da reconversão, mas não tem em atenção outros custos. Entretanto, nos últimos cinco anos, já as contas de electricidade dos Ingleses duplicaram em importância. Desde janeiro de 2008, o custo do gás aumentou 40% e o da electricidade 20%. 

Estas contas já têm cinco taxas "verdes" e irão ser agravadas por ainda mais uma sexta. Em Whitehall tenta avaliar-se se as pessoas podem pagar a factura de "esverdear" os UK. Porque os custos destes delírios verdes são para os que pagam as facturas ao fim do mês, com o pouco dinheiro do trabalho ou da pensão. 

A destruição da civilização ocidental pela fraude do AGAC está em curso. Pachauri e Gore engordam a carteira e agradecem a todos os crentes da religião do Aquecimento Global.

Os longos e assombrados corredores da ciência


Lamento não traduzir: era muito. Fundamentalmente, é uma história muito detalhada sobre como se empata um artigo adverso para passar em vez dele um outro, necessário à causa; e mais coisas, nenhuma bonita. Estive lá (noutras lides); conheço estes corredores de fora e de longe. Frequentemente, o prestígio paga-se com a honra.

Ao que parece, também a Áustria está "pasteurizada"?


Mais um exemplo do que quer dizer "homogeneizar" as temperaturas.

Morte dos corais devida a protectores solares?


Por vezes tenho dificuldades em encaixar coisas. Sim, está bem, no laboratório: mas e na natureza? Há assim tanto protector solar no mar?

Pequena lista de previsões erradas


Monckton faz uma pequena lista das previsões do IPCC e dos aquecistas que se provou estarem erradas.
  • É possível medir a relação entre a temperatura de superfície e a radiação para o espaço para ver se é aquela que os modelos prevêm. Foi feito, e não é.
  • É possível medir se o CO2 foi o principal elemento a modular a radiação (radiative forcing) nos 20 anos em que poderíamos influenciar o aquecimento global. Foi feito, e não é.
  • É possível medir se se acumulou calor nos oceanos. Foi feito, e não se acumulou nenhum.
  • É possível medir se a troposfera superior tropical aqueceu. Foi feito, e não aqueceu.
  • É possível medir se mais nuvens produzem maior aquecimento. Foi feito, e isso não se passa.
  • É possível medir se o aumento do CO2 atmosférico cresce exponencialmente. Foi feito e continua a ser feito, e não é.
Mas há muitas mais: desde o CO2 ser uma causa de aquecimento (não pode ser, porque só vem depois ou não tem relação) ao aumento de tempestades tropicais e ciclones ou a subida do nível do mar, etc. etc. etc... 

Tanto quanto eu saiba, nenhuma previsão da conjectura do aquecimento global catastrófico se verificou. Uma falência tão grande e tão pública é mais do que suficiente para rejeitar a hipótese. O facto de continuar a haver gente que a defenda, frente a um descalabro total, é prova que não é ciência, mas sim uma crença sem fundamento.

Frio: apontamentos

http://icecap.us/index.php/go/joes-blog

Na China, a maior queda de neve em sessenta anos. 13 comboios de passageiros parados na Mongólia interior. Quatro aeroportos fechados em Shandong. Aeroporto de Pequim: 485 vôos levantam, cerca de 790 atrasados ou cancelados.

No Domingo, um comboio com 1400 passageiros embateu contra neve de dois metros e ficou enterrado na neve, sem luz nem aquecimento e com pouca água. Com uma temperatura de -28 C, as portas não abriam. Mais dois comboios que se lhe seguiam ficaram também parados na neve, totalizando 2000 passageiros.

Devido ao aumento do consumo eléctrico, muitas das centrais já só têm carvão para mais doze dias de operação, e algumas para menos de uma semana.

Uma central em Hubei já fechou por falta de carvão.

Espera-se uma nova vaga de frio no fim da semana, que talvez baixe as temperaturas a 30 negativos.

Em Inglaterra, o aumento de 30% de consumo de electricidade conduziu ao aviso, por parte da National Grid, da possibilidade de a procura exceder a oferta de energia eléctrica.

O gás natural aumentou de preço e, embora não se prevejam cortes de energia, espera-se que o custo da electricidade tenha de subir.

No ano passado, entre Dezembro 2007 e Março de 2008, morreram 23.750 pensionistas devido ao frio -- 12 mortos por hora. Supõe-se que os mortos este anos sejam muitos mais.

Na Índia, no Norte e Leste, morreram já mais de sessenta pessoas. Foram distribuídos 1,3 milhões de libras em cobertores e lenha.

Na Polónia já morreram 122 pessoas desde o início do Inverno.

Nos UK, os reformados compram livros usados para queimar. Um livro de meio quilo custa 5 pence; vinte quilos de carvão custam 5 libras...

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

As concentrações de metano estão estáveis desde 2000

http://co2science.org/articles/V11/N42/C1.php http://www.esrl.noaa.gov/gmd/ccgg/iadv/

A concentração do metano na atmosfera é estável, ou quase, desde o final dos anos noventa (ver gráficos nos links).

Nota-se, agora, uma ligeira tendência de subida, ainda dentro da margem de erro.

EEUU: apenas três furacões em 2009

http://www.usatoday.com/weather/storms/hurricanes/2009-11-30-hurricane_N.htm http://www.nhc.noaa.gov/2009atlan.shtml

A estação de 2009 de furacões nos EEUU acabou sem que um único chegasse a terra (nos EEUU), e com o mínimo de tempestades com nome próprio dos últimos doze anos, segundo o National Hurricane Center.

Houve nove tempestades tropicais com nome desde Junho. Três delas passaram a furacão (Bill, Fred e Ida), e duas chegaram a terra fora dos EEUU.

A tempestade tropical mais destruidora do ano, Ida, atingiu a Nicarágua como furacão. O furacão Bill também atingiu a costa, em dissipação, na Terra Nova.

A causa dos poucos furacões é atribuída ao El Niño (ENSO).

Chineses garantem que este frio é do aquecimento global

http://www.smh.com.au/environment/china-blames-freak-storm-on-global-warming-20100104-lq6t.html

O Sr. Guo Hu, director do Gabinete Meteorológico de Pequim, diz ao Notícias de Pequim: "No contexto do aquecimento global, fluxos atmosféricos extremos causam uma maior frequência de aparecimento de incidentes climáticos extremos, tais como as tempestades de chuva no verão e o desastre da tempestade de neve do ano passado no Sul da China".

Chova ou faça sol, é tudo aquecimento global.

O mais frio desde 1981? Impossível! Muda isso!

http://wattsupwiththat.com/2010/01/04/bbc-swaps-coldest-december-since-1981-headline/

A BBC muda o título de "O Dezembro Mais Frio Desde 1981", subitamente, para "Condições de Gelo Levam ao Fecho do Giants Causeway".

Diferente, não é? Há quem diga que foram ofendidos os Deuses do Aquecimento Global.

O título original ainda aparece no Google, mas é de esperar que também mude. Afinal de contas, o Al Gore é lá consultor.

O Clima a 4 de Janeiro

Temperaturas de proxies sem árvores
Uma reconstrução de temperatura que não usa árvores mostra um período quente medieval 0,4 ºC mais quente que a temperatura do ano 2000.
E também nesta página, recordes de temperaturas altas até 2003 nos EEUU:
Depois de 1980: 10
Até 1940: 33


Outra vez os Himalaias
Segundo Kotlyakov, a actual área de glaciares de uns 500.000 km2 pode reduzir-se para 100.000 km2 em 2350, com a presente taxa de aquecimento.
O Prof Graham Cogley da Trent University Peterborough Ontario Canada, que analisou a retracção de muitos glaciares, também refuta a asserção do IPCC que os glaciares do Himalaias estão a receder a uma taxa muito mais rápida que em qualquer outra parte do mundo. Uma notícia recente na Science (V 326 13 November 2009, p.924) cita um estudo do Prof Jeffrey Kargel’s (University of Arizona USA) que sugere que muitos glaciares nas montanhas Karakorum (netre a índia e o Paquistão) estabilizaram ou iniciaram um avanço agressivo recentemente.
Nos últimos 100 anos, os glaciares dos Himalaias portaram-se de formas contrastantes. Alguns, como o Sonapani, retraíram-se tanto como 500 m nos últimos 100 anos, enquanto outros como o Kangriz se retraíram apenas uma polegada (aprox. 2,5 cm) no mesmo tempo.
A maioria dos glaciologistas acha, agora, que é a descida de humidade, e não o aumento de temperatura, que é a principal causa da retracção dos glaciares. A retracção da cúpula de gelo do Kilimanjaro (Quénia) é muitas vezes citada como sugestão de aquecimento global, mas um excelente artigo de Kaser et al (2004, Intl J of Climatology) documenta como a geografia específica do Kilimanjaro, em combinação com uma redução gradual da humidade, a nível do meio da troposfera, desde o final do séc. XIX, produziu a redução da cúpula de gelo. Estes autores não consideram o aumento de temperatura como uma causa da redução do gelo no Kilimanjaro.”


Também os Suíssos andam a "pasteurizar" os dados da temperatura


Consenso? Qual consenso?
Mais um, meteorologista doutorado, que não vai nisso.


Desde 1997, furacões diminuem de frequência e intensidade



De um artigo de Pielke et al (Nov. 2005), nos EEUU “observaram-se relativamente poucos grandes furacões nos anos 70, 80 e início dos 90, em comparação com uma actividade considerável durante os anos 40, 50 e início dos 60” (sublinhado meu).
Globalmente, não tem havido aumento da frequência de ciclones tropicais durante, pelo menos, as últimas décadas. Para além da ausência de teoria para mudanças futuras nas frequências das tempestades, os poucos modelos globais são contraditórios.” (sublinhado meu).
As seguradoras têm interesse em que os danos previstos sejam grandes (mais furacões, mais violentos), por forma a cobrarem prémios maiores.


domingo, 3 de janeiro de 2010

O Clima a 3 de Janeiro


Porque é que gostamos tanto de fins do mundo, ou os apocalipses enquanto fuga à realidade
Os cenários apocalípticos são uma diversão em relação aos problemas reais – pobreza, terrorismo, derrocada financeira – que precisam de atenção inteligente. Mesmo coisas tão terra-a-terra como o medo da gripe suína pareceram, por momentos, não ser tanto acerca do testar os nossos sistemas de saúde e a sua preparação para emergências como antes acerca do destino de uma civilização a afogar-se nos seus próprios fluidos. Vivemos na ideia que um dia tudo pode mudar, como dizia S. Paulo, num piscar de olhos, que a calamidade possa ser a transformação que tanto se anseia. Mas transformar problemas práticos em cataclismos cósmicos afasta-nos ainda mais das soluções práticas.