sábado, 16 de janeiro de 2010

A ciência está assente

http://www.walesonline.co.uk/news/wales-news/2010/01/12/glaciers-on-snowdon-warning-by-climate-expert-91466-25576951/
http://www.independent.co.uk/environment/climate-change/snowdon-will-be-snowfree-in-13-years-scientists-warn-432596.html

Sem palavras. O que pode dizer-se frente a tanto assentamento?

Glaciares que não derretem: New Scientist pede explicações ao IPCC

http://www.newscientist.com/article/mg20527432.800-sifting-climate-facts-from-speculation.html http://rogerpielkejr.blogspot.com/2010/01/new-scientist-wants-explanation.html

O New Scientist faz-se de virgem e pede ao IPCC que explique como é que aquela coisa de os glaciares do Everest estarem todos derretidinhos em 2035 lhes apareceu no AR4 (2007), quando era uma notícia do New Scientist de 1999. E porque é que o Pachauri continua a dizer isso.

Uma notícia que, dizem eles do New Scientist, foi dada por um glaciologista indiano, que nunca submeteu nenhum artigo desses para publicação (valerá a pena dizer, então, que o New Scientist andava aos boatos alarmistas com um gancho? Ainda anda?) Enfim, tudo muita ciência muito peer-reviewed.

É mesmo fazer-se descaradamente de virgem ultrajada. Zangam-se as comadres.

Updates:
http://www.timesonline.co.uk/tol/news/environment/article6991177.ece
http://timesofindia.indiatimes.com/world/us/Himalayan-melting-by-2035-Scientists-just-assumed-so/articleshow/5459848.cms
http://news.bbc.co.uk/2/hi/8387737.stm (5 de Dezembro de 2009)
http://www.redstate.com/neil_stevens/2010/01/17/climategate-iii-the-search-for-peer-review/

Mas não se curou. Ainda no passado dia 13 tinha este artigo: "Grande glaciar da Antártida ultrapassa o seu ponto de equilíbrio".

"Um grande glaciar da Antártida passou o seu ponto de equilíbrio, de acordo com um novo estudo com um modelo em computador [olha, mais um com uma PlayStation nova]. Depois de perder quantidades crescentes de gelo nas décadas passadas, está preparado para colapsar [no modelo] numa catástrofe que vai aumentar o nível do mar em 24 cm [no modelo].

"O Pine Island Glacier (PIG) é um de muitos nas margens da camada de gelo ocidental da Antártida. Em 2004, as observações por satélite mostraram que estava a ficar mais fino, e que estava apassar gelo para o Mar de Amundsen 25% mais depressa que há 30 anos.

"Agora, o primeiro estudo a modelar as mudanças das camadas de gelo a três dimensões [na tal PlayStation] mostram que o PIG deve ter passado um ponto de equilíbrio crítico e está irreversivelmente a caminho de perder 50% do seu gelo em tão pouco como 100 anos, elevando significativamente o nível do mar."

Estudou-se onde? Num modelo de computador. Medições é uma coisa, mas imaginação electrónica não é nada.

Passou ou não passou um ponto crítico? Ali passa, ali abaixo parece que pode ter passado, no modelo de computador.

Quando, então? Daqui a cem anos... quando já ninguém se lembrar que este artigo é disparatado.

Esta maravilha da objectividade científica tem o alto patrocínio da Royal Society.

Não existe na Europa tendência ao aumento de desastres por vento

http://www.nat-hazards-earth-syst-sci.net/10/97/2010/nhess-10-97-2010.html

J.I. Barredo, do Institute for Environment and Sustainability da Comissão Europeia, mostra que depois de corrigidos para outros factores, também na Europa não existe aumento de perdas devidas a tempestades.

Aparentemente, qualquer aumento de perdas deve-se ao aumento da exposição e a factores sociais. "Não existe nenhum indício de impacto de alterações climáticas antropogénicas nas perdas normalizadas devidas a tempestades."

Barredo já tinha chegado a uma conclusão semelhante quanto às cheias.

Bom carbono, mau carbono

http://sppiblog.org/news/a-question-of-quantities#more-690

Numa carta ao adjunto para a energia por combustíveis fósseis, um certo Graham faz um par de perguntas: porque é que o CO2 dumas coisas é "mau", e doutras é "bom"? Faz também umas contas e conclui que para produzir o mesmo trabalho, o uso de etanol produz mais CO2 que o de gasolina.

GISS: O quarto dezembro mais quente

http://rankexploits.com/musings/

http://data.giss.nasa.gov/gistemp/tabledata/GLB.Ts+dSST.txt

http://motls.blogspot.com/2010/01/global-uah-warmest-january-day-on.html

http://discover.itsc.uah.edu/amsutemps/execute.csh?amsutemps

Segundo o GISS, Dezembro de 2009, com o gelo e a neve e tudo, foi o quarto Dezembro mais quente, com uma anomalia de 0,59 ºC.

Isto deve-se, parece, às temperaturas do hemisfério sul.

Da mesma forma, os dados UAH reportam que 13 de Janeiro de 2010 foi o... 13 de Janeiro mais quente dos registos (1998). A mesma coisa parece estar a passar-se com 14 de Janeiro.

Mann recebe mais de meio milhão para fazer mixórdia

http://noconsensus.wordpress.com/2010/01/14/mann-receives-over-a-half-million-of-stimulus-money/

http://biggovernment.com/2010/01/14/hide-the-job-decline-stimulus-funds-to-climategate-professor/

Mann recebe 514.184 USD ao abrigo do American Recovery and Reinvestment Act of 2009 (pacotes de recuperação da crise económica) para misturar dados paleoclimáticos com termométricos e fabricar um novo modelo do clima.

Cépticos devem ser "infiltrados cognitivamente"

http://www.wnd.com/index.php?fa=PAGE.view&pageId=121884

Um consultor de Obama escreve, num artigo para a Harvard Law School, que os teorizadores de conspirações, tais como são os cépticos do aquecimento global (!!!), devem ser vigiados pelo estado e “infiltrados cognitivamente”, por serem perigosos para o Estado.

Terceiro Reich de volta. Devemos todos acreditar na ciência do Estado.

Saiu o primeiro livro sobre o Climategate

http://www.examiner.com/x-9111-SF-Environmental-Policy-Examiner~y2010m1d14-Climategate-The-CRUtape-Letters

Não está no Amazon. Só existe em formato electrónico, para download.

NCDC reconhece o trabalho de Anthony Watts... e rouba-o

http://pielkeclimatesci.wordpress.com/2010/01/15/professional-discourtesy-by-the-national-climate-data-center/

http://go2.wordpress.com/?id=725X1342&site=pielkeclimatesci.wordpress.com&url=http%3A%2F%2Fams.allenpress.com%2Fperlserv%2F%3Frequest%3Dres-loc%26uri%3Durn%253Aap%253Apdf%253Adoi%253A10.1175%252F2008BAMS2613.1

O NCDC (National Climate Data Center) rouba o trabalho de Anthony Watts que diz que dentre 948 estações meteorológicas (78% do total) dos EEUU apenas 2% têm erro igual ou inferior a um grau centígrado; e que 69% têm um erro de dois graus ou mais.

Sem sequer um agradecimento.

Mas resta-nos que não vale a pena discutir por dois graus - mais de dois terços das estações nos EEUU tem um erro maior.

NASA e NOAA acusados de prestidigitação

http://www.kusi.com/weather/colemanscorner/81559212.html

http://www.kusi.com/weather/colemanscorner/40749822.html

http://www.kusi.com/weather/colemanscorner/40749822.html

http://chiefio.wordpress.com/2009/11/09/gistemp-a-human-view/

http://chiefio.wordpress.com/2009/11/03/ghcn-the-global-analysis/

http://chiefio.wordpress.com/2009/08/17/thermometer-years-by-latitude-warm-globe/

O meteorologista John Coleman, o programador E Michael Smith (blog chiefio) e o meteorologista Joseph D'Aleo (blog icecaps.us) acusam o NASA GISS (Goddard Institute for Space Studies) e o NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration) de seleccionar e manipular dados.

Uma das acusações é o efeito Bolívia, de que já se falou: em várias regiões onde não há medições de temperatura, as temperaturas são avaliadas a partir de estações afastadas até 1200 km – e saem sempre altas.

Outra é o desaparecimento, ao que parece selectivo, de milhares de estações meteorológicas em sítios frios. Michael Smith diz que os dados chegam ao GISS mas não são usados; mas isso só para os anos mais recentes, por forma a que o passado pareça mais frio. Ao mesmo tempo, e segundo a expressão dele, os termómetros vão “marchando” cada vez mais para Sul e sítios quentes. O último termómetro no Alasca está em Eureka, numa área chamada o Jardim do Ártico... “Poucos termómetros ficaram acima dos 60 graus de latitude norte”.

O que me faz lembrar o gráfico, que pus aqui há uns meses e me deixou perplexo (ainda deixa), do forte aquecimento dos anos noventa em simultâneo com a desactivação, por razões económicas, das estações meteorológicas russas na Sibéria e círculo polar árctico.

Outro processo misterioso é a “homogeneização” das temperaturas: em muitos, muitos registos de estações individuais, se se comparar os valores de temperaturas em bruto, tal como foram registados, com os que sofreram um processo misterioso chamado homogeneização, estes segundo mostram, sempre, uma tendência para o aquecimento mais pronunciada que os dados em bruto, que podem até mostrar uma tendência inversa.

Tudo isto vem na sequência de o GISS ter voltado com a palavra atrás, e em vez de continuar a dizer que o ano mais quente (nos EEUU) desde que há registos ser 1998, mudou para 1934, o que motivou a intervenção do Judicial Watch. Mas dizem eles que essa mudança nunca aconteceu. Até um funcionário do GISS está confuso: “I am sure I had 1998 warmer at least once on my own temperature web page…”.

(Update: hoje voltou a ser! Agora 1998 e 2006 têm ambos uma anomalia de 1,29 e 1934 1,26. Aqui. É claro que três centésimas de grau está muito, muito dentro do erro da medição.)

O The Air Vent mostra um gráfico dos ajustamentos feitos pelo GISS às temperaturas de 1934 e de 1998 ao longo do tempo. Ainda que aceita, com extrema dificuldade, que não foram feitos de má fé (!), também pergunta porque é que, sempre que se vai ver, as alterações vão sempre no mesmo sentido, do aquecimento recente.

Costumo eu dizer que uma série de erros feitos sempre para favorecer o mesmo lado não são erro, são má intenção.

James Hansen, do NASA GISS, nega que alguma vez o GISS se tenha envolvido em manipulação de dados.

Hm. Uma vez que as réguas já venham erradas, não é preciso mudar muito as medições.

CRU conhecia o ciclo solar mas nem fala dele

http://www.eastangliaemails.com/emails.php?eid=6&filename=839635440.txt

http://www.americanthinker.com/2010/01/climategate_how_to_hide_the_su.html

http://www.eastangliaemails.com/emails.php?eid=7&filename=839858862.txt

O CRU conhecia o ciclo solar nas temperaturas, e até o aceitou como principal factor externo determinante das temperaturas (depois de ter feito o possível para se livrar dele), mas parece que preferiu não falar disso. Pelo contrário, criticaram fortemente o artigo de Soon e Baliunas.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Mais um conjunto de e-mails publicado

http://climateaudit.org/2010/01/14/giss-on-hansen-y2k/
http://www.judicialwatch.org/news/2010/jan/judicial-watch-uncovers-nasa-documents-related-global-warming-controversy
Documento PDF 10,7 Mb em: http://www.judicialwatch.org/files/documents/2010/783_NASA_docs.pdf

Ao abrigo da Lei da Liberdade de Informação dos EEUU, o grupo Judicial Watch obteve vários e-mails do GISS da NASA.

Os e-mails dos funcionários, enviados a partir de servidores do seu trabalho, não são considerados privados. Na NASA, nenhum funcionário (como Gavin Schmidt, que escreve e censura o blog RealClimate) pode usar os equipamentos do serviço para fins que não estritamente os do serviço.

O material não é bombástico.

Estão a ser lidos, e já há algumas reacções. A principal é que a equipa do GISS (Goddard Institute for Space Studies) é mais profissional e competente que a da UEA.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Como foi o climategate

1. http://bigjournalism.com/pcourrielche/2010/01/08/peer-to-peer-review-how-climategate-marks-the-maturing-of-a-new-science-movement-part-i/
2. http://bigjournalism.com/pcourrielche/2010/01/10/peer-to-peer-review-part-ii-how-climategate-marks-the-maturing-of-a-new-science-movement/
3. http://bigjournalism.com/pcourrielche/2010/01/12/peer-to-peer-review-part-iii-how-climategate-marks-the-maturing-of-a-new-science-movement/

Esta grande história, em três partes, conta como tudo aconteceu, com razoável detalhe.

Créditos de carbono valem pouquinho

http://tomnelson.blogspot.com/2009/09/plunging-prices-at-chicago-climate.html http://wattsupwiththat.com/2009/09/09/market-confidence-low-carbon-credits-now-worth-25-cents-were-at-7-dollars-in-2008/

Os crédito de carbono, que em Maio de 2008 valeram mais de 7 USD, negoceiam-se agora a cerca de 10 cêntimos USD.

Se bem que, historicamente, pouco mais valeram -- os 7 USD foram a excepção.

Corais: então e se se pescasse menos?

http://www.exeter.ac.uk/news/featurednews/title,52379,en.php http://wattsupwiththat.com/2010/01/11/not-as-bad-as-we-thought-coral-can-recover-from-climate-change-damage/

Investigadores da U de Exeter estudaram corais nas Bahamas durante dois anos e meio. Corais em reservas de pesca recuperaram 19%, corais fora de reserva de pesca não recuperaram.

"O nosso trabalho mostra que a acção local para reduzir os efeitos da pesca pode contribuir significativamente para o destino dos corais. A reserva permitiu que o número de peixes papagaio aumentasse, e como comem algas, os corais puderam crescer livremente sem serem perturbados pelas algas. Como resultado, os recifes dentro da reserva mostraram recuperação enquanto os que tinham mais algas não mostraram. este tipo de evidência pode ajudar a persuadir os governos a reduzir a pesca de herbívoros chave, como os peixes papagaio, e ajudar os recifes de coral a lidar com as ameaças inevitáveis trazidas pelas alterações climáticas."

Perito em ursos brancos impedido de assistir a conferência profissional

http://www.telegraph.co.uk/comment/columnists/christopherbooker/5664069/Polar-bear-expert-barred-by-global-warmists.html

O dr Mitchell Taylor investiga ursos polares no Canadá e no Árctico há 30 anos. Desde 2006 que diz que os ursos brancos, longe de estarem a declinar, são muitos mais do que eram há trinta anos. Das 19 populações de ursos brancos, quase todas estão a níveis óptimos ou a aumentar, e apenas duas, por motivos locais, têm algum declínio.

Concorda que o Árctico tem mostrado aquecimento nos últimos 30 anos, mas que isso não se deve ao CO2, mas sim a águas quentes vindas do Pacífico e aos ventos no estreito de Behring.

O dr Taylor conseguiu fundos para assistir à reunião do PBSG (Polar Bear Specialist Group da the International Union for the Conservation of Nature) em Junho de 2009, mas a sua presença foi recusada devido à sua posição contrária à ortodoxia do aquecimento global. O presidente, dr Andy Derocher, antigo aluno de Taylor, enviou-lhe um e-mail a dizer-lhe que "foi a posição que tomou sobre aquecimento global que suscitou oposição".

A posição de Taylor "adversa à alteração climática induzida pelo Homem é de muito pouca ajuda", e o facto de ter assinado a Manhattan Declaration sobre Aquecimento Global era "inconsistente com a posição assumida pelo PBSG".

Assim, o PBSG pôde dizer, sem quem o contradissesse, que o Árctico estava a derreter por causa do CO2 e os ursos polares estavam a morrer afogados às dúzias.

Mais uns duzentos e tal cépticos

http://www.climatescienceinternational.org/index.php?option=com_content&task=view&id=37&Itemid=1

Mais um abaixo assinado de cépticos horrorosos, dos quais 206 são profissionais ligados ao estudo do clima e que não acham que o CO2 cause alguma mudança climática catastrófica. Para adicionar à Oregon Petition e à Leipzig Declaration e mais outras que já nem me lembro.

Isto, como se as votações de braço no ar tivessem a ver com ciência; mas se eles dizem que há consenso universal, então mostra-se que não há.

Antártico não derrete

http://fimbul.npolar.no/en/news/current/Nye_data.html http://www.theaustralian.com.au/news/breaking-news/antarctic-sea-water-shows-no-sign-of-warming/story-fn3dxity-1225818314421 http://wattsupwiththat.com/2010/01/11/antarctic-sea-water-shows-no-sign-of-warming/

Medições em três pontos de Fimbul, na Antártida, mostram que a água por baixo está a -2,05 ºC e que a situação é estável.

Já antes alguns glaciologistas tinham feito notar que a forma como o gelo se soltava era consistente com fractura por causas mecânicas e não fusão.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Deflorestação diminui aquecimento global

http://pielkeclimatesci.wordpress.com/2010/01/11/new-paper-climatic-impact-of-global-scale-deforestation-radiative-versus-nonradiative-processes-by-davin-and-de-noblet-ducoudre-2009/

Os autores usam um modelo para estudar o impacto da deflorestação, incluindo o papel da evapotranspiração. Concluem que produz um arrefecimento fora dos trópicos, e um aquecimento nos trópicos, mas que, se acoplado à temperatura do mar, estes efeitos são distribuídos pela troposfera.

A deflorestação causa um aumento de albedo (reflexão de luz) que produz um arrefecimento de 1,36 K. [Já era conhecido que a agricultura forçada (irrigação) e a plantação de árvores conduziam a aumentos locais de temperatura].

Por outro lado, conduz a redução da evapotranspiração, o que causa um aumento de 0,24 K; e diminui a irregularidade da superfície, o que causa um aumento de 0,29 K.

Globalmente, a deflorestação causará, segundo o modelo, uma redução de cerca de 1 K, dado o efeito dominante ser o aumento de albedo.

No entanto, nos trópicos, o efeito dominante é o da evapotranspiração e irregularidade da superfície, causando um resultado final de aquecimento.

O acoplamento com a temperatura do mar, que se permita variar, conduz a um arrefecimento. A perturbação de terra é distribuída pelo mar e pela restante troposfera. Isso não se passa se não se permitir que a temperatura do mar varie.

Ignorar os processos não-irradiantes como a evapotranspiração conduz à falsa noção de um aquecimento.

Intermezzo

http://www.guardian.co.uk/environment/2009/feb/26/toilet-roll-america

Usar papel higiénico suave causa uma pegada de carbono maior que conduzir um Hummer, disse Allen Hershkowitz, investigador senior no Natural Resources Defence Council (UK). "As gerações futuras vão olhar para a forma como fazemos papel higiénico como um dos grandes excessos da nossa era."

O Greenpeace iniciou uma campanha para aumentar a consciência dos norte-americanos para os custos ambientais dos seus hábitos de casa de banho. Para isso produziu um guia que diz quais são marcas de papel higiénico correctas e quais as incorrectas.

Os norte-americanos consomem três vezes mais papel higiénico que o europeu médio, e cem vezes mais que o chinês médio (!).

Então são as petrolíferas, as metalúrgicas, as produtoras de electricidade e os fabricantes de papel higiénico que promovem a negação das alterações climáticas.

Mas esta não consegue ser tão boa como a de que o aquecimento global provoca acne.

E também leva as Filipinas a prostituirem-se.

E, já agora, mais uma previsão do Met Office, seriamente candidata ao Prémio Pinóquio:

"Não fosse pelo aquecimento geral já observado nas temperaturas globais, este inverno [2008-2009] poderia ter sido mais frio.

"Peter Stott, Cientista Climático no Met Office, disse: 'Apesar do inverno frio neste ano [2008-2009, repito] a tendência para invernos mais suaves e húmidos é suposta continuar, com a neve e o gelo a tornarem-se cada vez menos uma característica do inverno no futuro'.

"Espera-se que um inverno como o famoso inverno de 1962-63 ocorra agora apenas uma vez cada 1.000 anos ou mais, em comparação com todos os 100 ou 200 anos antes de 1850."

domingo, 10 de janeiro de 2010

Captura de metano

http://totallytop10.com/science-technology/engineering/top-10-geo-ingineering-ideas-to-save-our-planet

O site acima fala-nos das 10 ideias mais malucas para "salvar o planeta".

Pelo que me diz respeito, este dispositivo para impedir a libertação de metano na atmosfera leva a palma.

O pior é que se levam a sério.

Horrorosos universitários cépticos prevêem arrefecimento para 20 a 30 anos

http://www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-1242011/DAVID-ROSE-The-mini-ice-age-starts-here.html

Reporta o Daily Mail que o US National Snow and Ice Data Centre diz que o gelo de verão no Árctico aumentou 26% desde 2007.

O Prof Mojib Latif, membro do IPCC e do Instituto Leibniz em Kiel, previram em 2008 o início de um ciclo de arrefecimento que pode durar 20 ou 30 anos. Esta previsão baseia-se na situação e no jogo mútuo das oscilações multi-decádicas pacífica e atlântica.

O Prof Anastasios Tsonis, Director do Grupo de Ciências Atmosféricas da U de Wisconsin, concorda com Latif. Acrescenta "Não acredito em teorias da catástrofe. O aquecimento antropogénico é equilibrado pelos ciclos naturais, e não confio muito nos modelos de computador que dizem que se o CO2 atinge um dado nível então as temperaturas e o nível do mar sobem de tanto. Esses modelos não são de confiança para predizer o tempo para uma semana, mas estão a usá-los para fazer previsões para cem anos."

O Prof William Gray, colega de Latif, diz que a maioria do aquecimento dos anos 70 e 90 foi natural e que o CO2 teve muito pouco a ver com ele.

Continuando com o frio no Reino Unido

http://www.express.co.uk/posts/view/150858/Freeze-may-kill-60-000

Diz o Express que se esperam até 60.000 mortos, nos UK, devido à vaga de frio, e até 15 mil milhões de libras em perdas económicas. A Segunda Grande Guerra produziu 67.000 mortos civis nos UK. O inverno de 1963 produziu 89.000 mortos "em excesso".

Aquecimento devido aos CFC?

http://dx.doi.org/10.1016/j.physrep.2009.12.002 http://insciences.org/article.php?article_id=8012 http://www.kelowna.com/2010/01/09/the-ozone-hole-did-it-new-univeristy-of-waterloo-study-finds-cfcs-not-co2-to-be-the-cause-of-recent-global-warming/

O Prof Qing Bin-Lu , da U de Waterloo, andou muito tempo a estudar o buraco do ozono e, ultimamente, concluiu que os clorofluorocarbonados (CFC) se correlacionam melhor com o aquecimento global que o CO2 (este, já sabíamos que não tem nenhuma relação). E os raios cósmicos (lembram-se da teoria pouca actividade solar, muitos raios cósmicos, muitas nuvens, arrefecimento?).

A concentração de CFCs diminuiu desde 2000, e também a temperatura, enquanto o CO2 continua a aumentar linearmente à taxa constante de 2 ppmv/ano.

O facto de o buraco do ozono variar ciclicamente também o relaciona com os raios cósmicos.

Bin-Lu usou os dados de temperatura do CRU. "Não sei até que ponto os dados deles são de confiança".

Funcionários para alterações climáticas?

http://www.telegraph.co.uk/comment/columnists/christopherbooker/6958093/Climate-change-the-true-price-of-the-warmists-folly-is-becoming-clear.html

O Telegraph reporta que as câmaras (councils) dos UK, neste momento, têm mais funcionários para as alterações climáticas que camiões para pôr gelo e areia nas estradas.

E que diacho poderá ser um "climate change official"? Mas que é uma profissão paga, é.

Também não interessa terem mais camiões, não têm sal nem areia. Disseram-lhes no Outono que não valia a pena guardarem mais -- o Met Office disse que o inverno ia ser suave.

O que faz com que o Met Office (outro cúmplice da fraude global) errou as previsões de verões e invernos (para mais quente) três anos seguidos. Mas para 2050, quando já lá não estiver ninguém dos que agora lá estão, fazem excelentes previsões!

Vida selvagem em perigo pelo frio nos UK

http://news.bbc.co.uk/2/hi/science/nature/8449089.stm

A vida selvagem está no limiar de uma crise devida ao frio, dizem conservacionistas.

A Royal Society for the Protection of Birds pede para que se disponibilize comida para os pássaros, que a não conseguem encontrar devido à neve e ao gelo.

A redução do número de pássaros devido ao frio pode levar muitos anos a recuperar.

"O extremamente frio inverno de 1962-63 foi talvez o acontecimento que teve o maior impacto na vida selvagem desde que as pessoas se lembram."

"Algumas espécies enfrentam uma crise que requer acção imediata."

O efeito Bolívia

http://chiefio.wordpress.com/2010/01/08/ghcn-gistemp-interactions-the-bolivia-effect/

O blog ChiefIO reparou que na Bolívia o aumento de temperatura, medido para Novembro de 2009, e segundo o NASA GISS, foi entre +2 e +4 C.

Pequeno senão: o NASA GISS não tem medições de temperatura para a Bolívia desde 1990.

A temperatura é "fabricada" com temperaturas de termómetros que estão tão longe como 1200 km.

Este efeito Bolívia também já foi reportado para muitos pontos da Austrália. ChiefIO reporta também o mesmo problema no Canadá e no Árctico: não há termómetros, inventa-se.

Não se fazem interpolações nem extrapolações!

Pachauri: Também questionado na Índia

http://motls.blogspot.com/2010/01/india-today-climategate-hits-pachauri.html http://indiatoday.intoday.in/site/Story/78466/India/Pachauri+in+a+spot+as+climategate+hits+TERI.html http://www.telegraph.co.uk/news/6847227/Questions-over-business-deals-of-UN-climate-change-guru-Dr-Rajendra-Pachauri.html

Hoje, o India Today reporta sobre os conflitos de interesses do multimilionário, empresário e economista engenheiro de caminhos de ferro, além de presidente do IPCC, Rajendra Pachauri.

Esses conflitos de interesse têm a ver com o ele acumular o lugar de topo da máquina de propaganda alarmista das "alterações climáticas" com a de director do TERI, ligado à metalomecânica (e outras coisas) indiana Tata, e da ONGC.

Já abordámos isso neste blog antes, mas não custa lembrar que as pessoas não se esquecem.

Como disse um comentador, frente a esquemas destes, o Madoff é um anjinho.