sábado, 30 de janeiro de 2010

Bin Laden, novo defensor do aquecimento global

http://blogs.telegraph.co.uk/news/jamesdelingpole/100024291/agw-is-real-insists-al-gores-new-soul-mate-osama-bin-laden/

Quando a conjectura do aquecimento global antropogénico catastrófico se encontra no estado miserável de credibilidade em que está, encontra um novo defensor, além do agora silencioso Al Gore, em Osama Bin Laden.

Numa emissão da Al-Jazira, Bin Laden diz que "todos os países industrializados, em especial os maiores, são responsáveis pela cirse do aquecimento global."

O ecoterrorista James Hansen, do GISS da NASA, já tem mais um amiguinho também.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Corais: morte em massa pelo frio na Florida

http://keysnews.com/node/20365

http://isurus.mote.org/Keys/bleaching.phtml

Ainda que a perda das algas simbióticas dos corais (bleaching) da Florida ocorra todos os anos, neste ano atingiu uma extensão recorde desde os anos 70, e temem-se efeitos a longo prazo.

Amazónia: mais IPCC e panfletos do WWF

http://www.foxnews.com/scitech/2010/01/28/save-rainforest-climate-change-scandal-chopped-facts/

A Fox News reporta que mais uma parte do WG2 do IPCC (Cap. 13), em que se diz que 40% da Amazónia está em risco por causa do aquecimento global, vem, outra vez, dum panfleto do WWF, pelo que não vale um tostão furado.

Update: http://eureferendum.blogspot.com/2010/01/corruption-of-science.html

http://www.timesonline.co.uk/tol/news/environment/article7009705.ece

Aparentemente, o IPCC mencionou uma referência do WWF, que indica uma outra referência, que é da Nature, e esta referência original não diz o mesmo que diz o relatório do IPCC, nem o WWF.

O artigo original diz: "As madeireiras na Amazónia destroem ou matam 10-40% da biomassa das florestas no processo de colheita" (D. C. Nepstad, A. Veríssimo, A. Alencar, C. Nobre, E. Lima, P. Lefebvre, P. Schlesinger, C. Potter, P. Mountinho, E. Mendoza, M. Cochrane, V. Brooks, Large-scale Impoverishment of Amazonian Forests by Logging and Fire, Nature, 1999, Vol 398, 8 April, pp 505.)

O artigo seguinte (Rowell and Moore), referindo-o, diz: "Até 40% da floresta brasileira é extremamente sensível a pequenas reduções de precipitação". Já não é a mesma coisa! (Rowell, A. and P.F. Moore, 2000: Global Review of Forest Fires. WWF/IUCN, Gland, Switzerland) . Lembremo-nos que o WWF é uma organização activista, e não científica.

O IPCC diz, citando este último: "Até 40% da floresta amazónica pode reagir drasticamente a uma redução ligeira de precipitação". Ou seja, prefere usar a citção pervertida de uma organização activista, o WWF, a citar o original da Nature -- que não fala de precipitação nenhuma.

Gargalhadas: Obama e o AGAC

Obama, no discurso State of the Union, diz: “Sei que há quem discorde das poderosas provas de alterações climáticas”, a que se segue a gargalhada geral da audiência.

Lol.

Clima e CO2: cinco vezes menos efeito do que esperado

http://www.nature.com/nature/journal/v463/n7280/full/nature08769.html

http://www.nature.com/nature/journal/v463/n7280/full/463438a.html

http://motls.blogspot.com/2010/01/nature-carbon-cycle-feedback-is-80.html

Um artigo na Nature sugere que a sensibilidade do clima ao CO2 pode ser cinco vezes menor do que o que se pensava, e exclui o valor actual com 95% de confiança.

O estudo foi feito em gelo Antártico dos anos 1050 a 1800.

O efeito prático do estudo, que ainda está na fase de receber críticas pelos bloggers conhecedores, seria de reduzir em 1/3 todas as estimativas de aquecimento futuro.

Consultor chefe dos UK critica IPCC

http://www.dailymail.co.uk/news/article-1246404/Top-climate-change-adviser-John-Beddington-calls-honesty-scientists-global-warming-debate.html

http://www.timesonline.co.uk/tol/news/environment/article7003622.ece

Diz o Prof Beddington, entre muitas outras coisas, que o impacto do AGAC foi exagerado por alguns cientistas, que há uma necessidade urgente de apresentações mais honestas acerca da incerteza das previsões sobre as alterações climáticas.

Diz ainda que os cientistas deveriam ser menos hostis aos cépticos (“cientistas” dum lado, e “cépticos”, mas não cientistas, do outro????) e publicar os elementos que os conduzem às suas decisões.

Herald Sun: IPCC não tem credibilidade

http://www.heraldsun.com.au/opinion/the-billion-dollar-hoax/story-e6frfhqf-1225823736564

O Herald Sun reporta porque é que o IPCC não tem credibilidade.

Numa lista curta, refiro: Climategate, a farsa de Copenhaga, a treta dos Himalaias, a resposta de Pachauri a isso, os conflitos de interesse económicos de Pachauri, o papel de activistas como o WWF e o Greenpeace no fazer da “ciência” do IPCC, outras afirmações do IPCC como os custos das catástrofes, a inconsistência da relação entre CO2 e temperatura, os corais e a seca na Austrália, e o mundo que não aquece desde 2001.

Já mencionámos tudo isto.

A BBC segue mais ou menos uma exposição semelhante.

O Daily Telegraph nota que nas passadas semanas a conjectura do aquecimento global sofreu de perda de credibilidade, e compara a sua defesa à defesa da guerra no Iraque baseada na existência em armas de destruição maciça.

Exige que no próximo relatório do IPCC (infelizmente só para 2013) se corrijam os erros, reconhecendo-os; que se adicionem, também, as provas em contrário trazidas pelos cientistas que criticam o AGAC (o que nunca aconteceu). E que Pachauri tem de se ir embora.

Cientista diz que IPCC caiu no activismo

http://www.windsorstar.com/technology/Canadian+scientist+says+global+warming+panel+crossing+line/2487264/story.html

http://network.nationalpost.com/np/blogs/fpcomment/archive/2010/01/26/terence-corcoran-heat-wave-closes-in-on-the-ipcc.aspx

Andrew Weaver, climatologista na Universidade de Victoria, diz que o IPCC está manchado de activismo político, que Pachauri deve demitir-se e que a abordagem do IPCC à ciência precisa de remodelação, ou nunca vai recuperar.

Mantenham-nos subdesenvolvidos

http://timesofindia.indiatimes.com/india/US-to-World-Bank-Dont-fund-coal-fired-plants/articleshow/5493089.cms

É interessante como o Times of India está a adquirir visibilidade.

Notam que o Banco Mundial sofre pressões dos EEUU para não, repito, não facilitar crédito aos países em desenvolvimento para a construção de centrais eléctricas a carvão.

É certo que restam o nuclear (uma central leva 25 anos a construir) e o hidro-eléctrico, onde este for possível (mais não sei quantos anos para construir).

Não se alimenta uma fundição com energia eólica nem painéis fotovoltaicos.

Ou seja; vamos mantê-los subdesenvolvidos, por causa da paisagem.

Estava escrito.

IPCC e corais: Greenpeace é a única fonte "científica"!

http://nofrakkingconsensus.blogspot.com/2010/01/greenpeace-and-nobel-winning-climate_28.html

http://wattsupwiththat.com/2010/01/29/now-its-greenpeace-reports-cited-in-the-ipcc-ar4/

É isso mesmo: A única fonte científica do IPCC acerca de corais é o Greenpeace. Que não tem nada de científico.

Olhem, eu até vos proponho que vão espreitar as fontes e bibliografia dos WG1 do IPCC. Muitas das fontes “científicas” não têm nada a ver com ciência.

A parte engraçada foi quando eu comecei a ler o WG1. Havia referências que não podiam ser sérias. O problema é que eu achei que devia ser ignorância minha, dada a importância do assunto, aquecimento global, e ser uma publicação do IPCC.

Agora sabemos, cada vez mais, que nada daquilo vale um caracol.

Culpada, mas prescreveu

http://www.timesonline.co.uk/tol/news/environment/article7004936.ece

http://climateaudit.org/2010/01/27/jonathan-leake-of-the-sunday-times-and-the-jones-et-al-amendment/

http://www.express.co.uk/posts/view/154794/How-Climategate-boss-broke-rules-by-hiding-key-data

A UEA foi considerada culpada de, intencionalmente, não ter disponibilizado informação ao abrigo do FOIA, mas como isso já se passou há mais de seis meses, a penalidade prescreveu.

Phil Jones et al. ainda podem ser acusados de fraude.

Frio é quente




A US National Wildlife Federation (tão qualificada para falar de tempo como o World Wildlife Fund) produziu um PDF (ligação com erro...) para um público em que diz que esteja quente, ou esteja a nevar, ou falte a neve, afinal, seja o que for, em especial se for estranho, então é prova de aquecimento global.
O Washington Post faz eco do PDF. Menciona ainda uma sondagem de 21 pontos feita aos americanos, que classificaram o AGAC como a última das suas preocupações, o que já aconteceu antes.
Desta forma, o aquecimento global é tudo, pelo que não é nada.

Pequeno intervalo, com desculpas

As minhas desculpas pelo pequeno intervalo. Estando de volta, recomeça a revisão das últimas do mundo sobre AGAC, resumidas em português.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Ministro do Ambiente da China diz CO2 pode não ser a causa e deixa colegas perplexos

http://www.telegraph.co.uk/earth/environment/climatechange/7067505/China-has-open-mind-about-cause-of-climate-change.html

Xie Zhenhua, falando numa cimeira dos BICAS (Brasil, Índia, China e África do Sul), disse: “Há discussão na comunidade científica. Temos de ter uma atitude aberta para com a investigação científica. Há um ponto de vista alternativo, de que as alterações climáticas são devidas a tendências cíclicas da própria Natureza. Devemos manter uma atitude aberta.

É já um facto sólido que o clima está a aquecer. As principais razões para estas alterações do clima são as emissões irrestritas produzidas pelos países desenvolvidos no processo da industrialização. Esse é o ponto de vista mais conhecido, mas há outros pontos de vista. A nossa atitude é uma atitude aberta.”

Os ministros do ambiente da Índia e África do Sul ficaram aparentemente surpreendidos por estes comentários. O delegado indiano, Jairam Ramesh, disse que não acreditava que o seu colega chinês quisesse dizer o que disse, enquanto o ministro sul-africano, Buyelwa Sonjica, disse que não conseguia adivinhar as intenções do comentário de Xie.

O comentário subverte o principal argumento do novo grupo, que os países ocidentais devem pagar aos países pobres para mudar para modelos de baixa emissão de carbono, por as suas emissões terem causado alterações climáticas.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Gráfico do dia: o CO2 da NASA

Aqui, numa página da NASA, encontra provas do aquecimento global antropogénico catastrófico.

Uma delas é este gráfico:

"Durante 650.000 anos, o CO2 atmosférico nunca esteve acima desta linha... até agora." Lá isso é verdade. Nem lhes pergunto onde estão os 650.000 anos todos, porque parece que o gráfico acaba pelos 400.000.

Mas, como dizia o meu professor de Ciências, e o que é isso à escala geológica? Ou seja, e antes desses 650.000 anos, o que se passava?

O resto da informação é isto (e está aqui):

Os dados do gráfico da NASA dizem só respeito a metade daquele bocadinho mais ou menos a direito, em baixo e à direita (o roxo é o CO2, azul a temperatura), no fim do gráfico, que se refere a metade do período actual, o Quaternário.

A Terra, e a Vida, começaram muito, muito antes. Por exemplo, no Câmbrico, há 500 milhões de anos, a Vida teve uma evolução especial; o CO2 era de mais de 2240 ppmv (hoje é 390 ppmv), ou seja, quase seis vezes mais que hoje. Antes disso havia ainda mais CO2; e só no Silúrico ele começou a descer.

Há mais dados do que os que estão no gráfico da NASA, que se limitou a escolher as alturas que eram convenientes para promover a ideia de concentrações de CO2 nunca vistas. Isso é aldrabar o gráfico escolhendo os pontos de início e fim que mais convêm, e apagando os outros.

A "ciência do clima" está cheia de gráficos incompletos. Ou começam tarde demais, ou acabam cedo demais, ou escolhem pontos mais interessantes para analisar tendências.

Atenção: eu não estou a dizer que o CO2 não está a aumentar. Está (também aqui). Estou a dizer que o gráfico não é honesto, apesar de dizer só verdades; e que a Terra e a Vida já passaram por concentrações de CO2 muito maiores.

IPCC cita imenso o WWF e o GreenPeace

http://nofrakkingconsensus.blogspot.com/2010/01/more-dodgy-citations-in-nobel-winning.html

Nem o WWF nem o Greenpeace são organizações científicas; são organizações de activistas ambientais. Não há por lá peer review nenhuma, só declarações políticas, de braço no ar.

Mas é o IPCC que diz que é uma organização científica, e que usa apenas a mais recente informação científica, técnica e sócio-económica. E é o IPCC, que se gaba da qualidade das suas citações e da sua ciência establecida, que cita a mãos largas panfletos do WWF e do Greenpeace.

Bom... tem pouco de científico, o IPCC. Tal como se tem notado recentemente.

 

IPCC, catástrofes e Sunday Times

http://www.timesonline.co.uk/tol/news/environment/article7000063.ece
http://rogerpielkejr.blogspot.com/2010/01/welcome-sunday-times-readers.html

Diz o Sunday Times que o IPCC ligou incorrectamente as catástrofes -- aumento na intensidade e frequência de furacões, etc. -- ao aquecimento global, e que essa ligação não existe na literatura científica.

Igualmente, o IPCC diz que há um aumento de custos associados a catástrofes -- e já sabemos o que o especialista em catátrofes, Pielke Jr., diz disso (aqui): que não, que são factores sociais.

O único "paper" em que se baseia o IPCC (Robert Muir-Wood 2006), diz o Times, não tinha sido publicado quando foi publicado o AR4 em 2007. Quando o foi, continha um pequeno senão: dizia que não havia indícios suficientes para se afirmar existir uma relação entre aquecimento global e prejuízos por catástrofes. Apesar disso, o IPCC não corrigiu a sua afirmação de que o aquecimento global causa catástrofes.

Foi a tal história que o IPCC achava que ia obrigar Pielke Jr. a rever a sua posição, o que não aconteceu (ver aqui).

É uma das histórias de Pielke Jr. vs. o IPCC a vir à superfície.

Imagine-se que esta coisa, o IPCC, ganhou um Nobel, e o Al Gore também. Que vergonha para o Instituto Nobel.

Update: Pielke JR. desenvolve a história do gráfico que nunca existiu.

Mais um abaixo-assinado de cientistas a dizer que não há consenso

 

http://www.cato.org/special/climatechange/cato_climate.pdf

 

Mais glaciares, Pachauri, dinheiro e... biogeração de metano?

http://www.timesonline.co.uk/tol/news/environment/article6999975.ece

http://wattsupwiththat.com/2010/01/23/highnoon-for-pachauri/#more-15552

http://blogs.telegraph.co.uk/news/jamesdelingpole/100022694/syed-hasnain-rk-pachauri-and-the-mystery-of-the-non-disappearing-glaciers/

http://www.telegraph.co.uk/comment/columnists/christopherbooker/7062667/Pachauri-the-real-story-behind-the-Glaciergate-scandal.html

http://www.dailymail.co.uk/news/article-1245636/Glacier-scientists-says-knew-data-verified.html#ixzz0dUoPiTkG

Pachauri usou a afirmação falsa de que os glaciares dos Himalaias estariam derretidos em 2035 para conseguir dinheiro: 310.000 libras da Carnegie Corporation dos EEUU e 10.000.000 de euros do sexto programa quadro (FP6) da sempre crédula e ingénua EU (sim, do nosso dinheiro!)

A ideia dos 2035 veio de Syed Asnain, em 1999 – o tal que fez o telefonema ao New Scientist. Syed acabou empregado por Pachauri, agora na unidade de glaciologia da TERI.

O dinheiro inicial foi para uma intituição islandesa, o Global Centre, e daí para a TERI de Pachauri. O da EU foi dividido entre vários institutos de investigação, como o célebre Met Office, e a TERI recebeu a maior parte. Pachauri nega (e faz mal), mas a verdade é que Pachauri nega e afirma muita coisa.

Pachauri está sob fogo, também, pela sua ligação à companhia petrolífera GloriOil, especializada em extracção de petróleo de campos de petróleo em declínio através de biogeração de metano.

Murari Lal admite que a afirmação (desaparecimento dos glaciares em 2035) não era peer-reviewed, mas que foi incluída no AR4 do IPCC para fazer pressão sobre os decisores políticos.